O projeto, em forma de aplicação para telemóvel, pretende informar sobre a afluência de turistas num determinado museu ou monumento, dando também a informação dos locais que no momento não estão com filas. Desta forma, poderá gerir melhor os pontos turísticos que pretende visitar naquele dia, em determinada hora. Tudo isto é conseguido através de dados recolhidos por câmaras e sensores colocados nos monumentos de uma cidade.

A ideia é também fornecer percursos alternativos, para que a dispersão de turistas por várias zonas da cidade diminua a afluência num só local.

Mas a SHCity tem outros objetivos, além de gerir o fluxo turístico de uma cidade, como a preservação dos monumentos. Os sensores colocados nos edifícios também permitem dar informação sobre o seu estado de degradação. “Este tipo de informação vai permitir atuar de forma integrada, mais rápido e conhecer problemas que, de outra forma, só conheceríamos quando o património já estivesse destruído”, informou Rosa Ruiz, responsável pelo património do município de Ávila, ao jornal Público. O projeto-piloto está a decorrer em Ávila, Espanha, por ser uma zona murada com património histórico, mas o objetivo é alargar mais tarde a outras cidades europeias.

Heritage City (SHCity) começou em julho de 2016 e requer o envolvimento de uma equipa multidisciplinar de profissionais de vários países como Espanha, França e Portugal. Espera-se que a aplicação possa estar pronta ainda este ano.

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