Imagem: Auschwitz - créditos: Karsten Winegeart / Unsplash

Desta lista de destinos de turismo de catástrofe fazem parte Chernobyl, Auschwitz, passando por Pompeia e, mais recentemente, por La Palma, onde a erupção do vulcão Cumbre Vieja tem atraído viajantes que procuram testemunhar a força da natureza.

Nos exemplos acima enumerados, existem duas situações distintas. Enquanto em Chernobyl e Auschwitz estamos perante lugares cuja catástrofe foi provocada pelo homem, em Pompeia e La Palma foi a natureza a responsável pela destruição.

Nos dois cenários é necessário, contudo, não esquecer que estamos a visitar lugares de sofrimento, perdas – de milhares de vidas humanas, em alguns casos, –, tragédia e destruição.

Assim sendo, deveria existir um código de conduta subliminar quando se decide visitar um lugar que faça parte do roteiro do turismo de catástrofe. Esse código deveria ser regido por respeito, bom senso e sobriedade.

E, se assim fosse, seríamos poupados das selfies sorridentes ou das poses pretensiosas em lugares que só nos remetem para tristeza e destruição. Infelizmente, com a necessidade de exposição constante causada pelas redes sociais, são cada vez mais os viajantes que roubam a cena em busca de mais likes, views e clicks.

Quando se trata de um lugar bonito e que não remete a nenhuma tragédia, é a opção de cada um, embora seja sempre questionável até que ponto esta é a melhor forma de mostrar uma viagem.

No entanto, ao tratar-se de um sítio de dor e sofrimento, é um sinal claro de falta de respeito e de sensibilidade. Também as viagens se esvaziam de humanidade.

Ainda bem que a mesma internet que valoriza o indivíduo é a primeira a encher as caixas de comentários de críticas quando este código de conduta é quebrado. Afinal, ele já existe, mas é, muitas vezes, esquecido.

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