Há duas semanas, ativistas contra o petróleo do grupo Just Stop Oil atiraram sopa de tomate contra o famoso quadro de Van Gogh, Girassóis, exposto na National Gallery em Londes.

Esta semana foi a vez de um quadro de Monet exposto no Museu Barberini de Potsdam (Alemanha) ser atacado com puré de batata pelo grupo climático Letzte Generation (Última Geração).

Em comum, os argumentos aos ataques diziam que as alterações climáticas vão destruir o planeta e que é preciso atirar com comida para obras de arte famosas para que o mundo oiça.

O mundo ouviu? Infelizmente, não.

No máximo, o mundo viu os vídeos dos protestos que viralizaram nas redes sociais. Sim, estes protestos ficaram bem a encher os feeds por onde vamos consumindo parte das notícias nos dias de hoje. Mas quantos terão, realmente, percebido a mensagem por trás do protesto?

Eu fiquei de boca aberta quando vi aquele líquido cor de laranja a escorrer de um dos meus quadros preferidos que ainda não tive a oportunidade de apreciar – e gostava. Também gostava muito de poder ver a Grande Barreira de Coral e sei que ela pode desaparecer de vez.

Sabemos bem que dentro de “pouco” tempo poderemos perder muitas destas oportunidades de contemplação e espanto, e que isso também pouco importa perante o sofrimento que as alterações climáticas vão causar (já estão a causar) a milhares de seres vivos.

Por isso, apenas parem de (tentar) destruir obras de arte com comida ou outra coisa qualquer.

Não faz sentido nenhum associar uma coisa a outra e sabemos que quem realmente deveria ouvir tem os ouvidos (e a boca) tapados pelo dinheiro.

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