De acordo com o estudo HT 2016 Lodging Technology, 54% dos hotéis esperam investir mais este ano em tecnologia. As prioridades desse investimento vão para: segurança nos pagamentos, quartos com tecnologia, banda larga e interação com telemóveis.

Comecemos então por Portugal. O Evolution Lisboa Hotel, da cadeia SANA Hotels, tem à disposição dos seus clientes ecrãs multimédia e vários quiosques de self check-in. Após o check-in, podemos descarregar a aplicação Evolution para o smartphone. Na app encontra-se informação sobre a cidade de Lisboa, os serviços e os eventos do hotel. E ainda pode usufruir de iMacs, uma Sonic Chair (uma cadeira oval que permite através de ligação bluetooth ouvir a sua própria música), e uma mesa de DJ.

Ao nível internacional temos vários exemplos. Este mês, a cadeia de hotéis Marriott lançou o seu conceito futurista "M-Beta". Um "hotel beta" que adapta os seus produtos e serviços de acordo com o feedback constante dos clientes em tempo real, através de touchpads colocados em todo o edifício.

Os quartos ativados por voz tornaram-se realidade graças ao Projeto Jetson, da marca Aloft Hotels. Os quartos do Aloft em Boston, Massachusetts e em Santa Clara, na Califórnia, oferecem um iPad equipado com uma app Aloft e com a assistente pessoal Siri, da Apple, para que os hóspedes possam ajustar a temperatura, a iluminação, a música e muito mais, através da sua voz.

Outra das tendências é substituir o pessoal do front desk por robôs, o que já acontece em Nagasaki, Japão, no hotel Henn-na (na foto). Aqui o cliente pode escolher entre ser atendido por uma robô feminina, que fala japonês, ou por um robô dinossauro que fala inglês.

Mas não precisa de ir até ao Japão para ter uma experiência futurista. Em Nova Iorque, o Yotel tem um Yobot, basicamente um braço robótico, que trata e armazena a bagagem.

No futuro, para entrar num quarto já não irá necessitar de uma chave. Aliás, os hotéis procuram cada vez mais aumentar a segurança através de soluções biométricas. É o caso do hotel Alma em Barcelona, onde os hóspedes usam as suas impressões digitais para entrarem no quarto. E no hotel Nine Zero, em Boston, para aceder ao quarto só através de um scan à retina.

Os hotéis pretendem ser inovadores e oferecer uma experiência diferente aos seus clientes. Como é o caso de alguns hotéis selecionados da cadeia Marriot, onde os hóspedes podem solicitar o VRoom Service, que inclui auscultadores de realidade virtual Samsung Gear VR que podem ser usados durante 24 horas.

E no Hotel 1000 existem campainhas eletrónicas equipadas com sensores infravermelhos, que detetam o calor do corpo. Esta tecnologia visa evitar que o serviço de limpeza entre no quarto com o cliente ainda lá dentro.

Este é o futuro num hotel perto de si.

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