O hotel La Mamounia, em Marraquexe, tem sido um dos refúgios preferidos de celebridades ao longo de várias décadas. Com quase um século de existência tem deixado boas memórias a todos os que o visitam. E já foi considerado o ‘Melhor Hotel em África e Médio Oriente’ pelos leitores da edição britânica da prestigiada Condé Nast Traveller, como alcançou uma pontuação global tão elevada que o colocou na primeira posição do Top 100 mundial do ‘Reader’s Travel Awards 2015’, à frente de nomes como The Oberoi Udaivilas, em Udaipur, Singita Grumeti, na Tanzania, Cheval Blanc Saint-Barth Isle de France, nas Caraíbas, ou Le Bristol, em Paris. Há quem diga mesmo que o “La Mamounia é um daqueles hotéis onde é (mesmo) obrigatório dormir pelo menos uma vez na vida.” Se se optar por uma versão mais elitista da cozinha marroquina, o restaurante marroquino do La Mamounia é o local a ir.

Também o Mamounia foi refúgio para quem queria esquecer o mundo durante a II Guerra. Winston Churchill, o primeiro-ministro britânico e o mais célebre dos muitos hóspedes célebres do hotel, dizia que este era "o sítio mais belo de todo o mundo". Diz-se que nos anos 1940 esses hóspedes, vindos da Europa e dos Estados Unidos para se abrigarem nos jardins que um dia o rei Sidi Mohammed Ben Abdellah ofereceu ao seu filho Mamoun, traziam as próprias mobílias para se sentirem completamente em casa.

Antes disso, apesar de ser já uma referência em Marrocos, o La Mamounia (construído em 1923 pelos arquitectos Henri Prost e Antoine Marchisio por encomenda da Companhia de Caminho de Ferro) tinha apenas 50 quartos. Em 1946 cresceu para 100 quartos, e depois sofreu remodelações nos anos 1950, em 1986 e por fim em 2006, já com Jacques Garcia que, explica Lamia, "recuperou muito do espírito original". Hoje o hotel tem 210 quartos, 71 suites e três ‘riads’ cada um com três quartos, salões marroquinos e piscina privada.

Este é sem dúvida o hotel histórico de Marraquexe, mas nos últimos anos a concorrência tem-se tornado cada vez mais forte com investimentos impressionantes nos palácios-hotel da cidade – ‘chefs’ três estrelas Michelin, decorações orientalistas, villas privadas dentro dos hotéis entre jardins de sonho, lagos e até ilhas. Mas quem não tiver dinheiro para este luxo pode sempre optar por um riad. Diz-se (neste caso, diz o Financial Times) que o número de riads na medina de Marraquexe é já o mesmo que o das Mil e Uma Noites.

 

Dicas:

-Fica perto de minarete e galerias. Mesquita e Minarete de Koutoubia, Medina de Marrakech e Medersa Ali Ben Youssef (Madrasa) bem como restaurantes e bares

-A maioria dos quartos tem vista para os Montes Ngong e vista soberba.

-Acesso rápido para o aeroporto Internacional

-Serviço de babysitting, sala de jogos e berços são oferecidos para os hóspedes com crianças.

-Os quartos ultrapassam os 500 euros por noite e as suites os 1200 euros

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