Quem visitou os Passadiços do Paiva, em 2015, assim que foram inaugurados, e visita novamente este ano, vai notar bastantes diferenças. Além de terem sido construídas infraestruturas de apoio ao longo dos anos e a entrada ter passado a ser controlada e paga, a pandemia também originou algumas mudanças. A paisagem, no entanto, continua deslumbrante e a caminhada continua a ser uma aventura a não perder.

Bilhetes e Lotação

Encontra-se suspensa a venda de bilhetes no local pelos controladores dos Passadiços. Desta forma, os bilhetes devem ser adquiridos online ou, em alternativa, na Loja Interativa de Turismo de Arouca. Entre 1 de abril e 31 de outubro, na época alta, cada bilhete tem um custo de 2 euros. Durante a época baixa, o valor desce para 1 euro. Crianças com menos de 10 anos têm entrada grátis. Os passadiços reabriram com uma lotação máxima de 2 mil pessoas por dia.

Susana Sousa Ribeiro

Uso de máscara

De forma a cumprir as orientações da Direção-Geral de Saúde, é obrigatório o uso de máscara aquando da validação dos bilhetes, na entrada e saída dos Passadiços, no acesso aos WC’s e em qualquer situação de eventual interação com terceiros.

Medição da temperatura

No pórtico de entrada dos passadiços é feita a medição da temperatura. No caso de a medição da temperatura corporal revelar febre, aconselha-se o visitante a ligar para a Linha Saúde24 e a seguir as instruções.

O Percurso

Os Passadiços do Paiva localizam-se na margem esquerda do Rio Paiva e têm uma extensão de mais de 8 quilómetros. O percurso estende-se entre as praias fluviais do Areinho e de Espiunca, encontrando-se, entre as duas, a praia do Vau, onde é possível parar para relaxar, fazer um piquenique ou comprar comida e bebida no bar existente.

Todo o trajeto percorrido é linear, contando com três troços de terra batida e existem locais onde se sobem/descem escadas, talvez a parte mais dura do percurso. Ao longo do percurso existem telefones SOS para o caso de existir uma emergência.

Susana Sousa Ribeiro

Durante o percurso cruzamo-nos com um simpático grupo de cabras que fizeram a delicia de todos. As cabras andam livres pelos passadiços, mas tendem a desviar-se para as laterais assim que se cruzam com visitantes.

Ida e volta ou só ida

Quem estiver disposto a fazer o mais de 16 quilómetros, pode fazer ida e volta. Foi o que fizemos na primeira vez em  que visitamos o passadiço, tendo deixado o carro na Espiunca. Caminhamos até ao fim do passadiço, no Areinho, e depois voltamos para trás, percorrendo tudo de novo.

Desta vez, optamos por fazer apenas ida. Desta forma, levamos dois carros, tendo deixado um no estacionamento junto à entrada da Espiunca e levando o outro até ao Areinho. No entanto, quem quiser fazer apenas ida, mas não tiver possibilidade de levar dois carros, pode recorrer aos táxis que existem no local.

Existe um parque de estacionamento mesmo na entrada pelo Areinho, mas é muito limitado e dificilmente encontrará lugar durante época alta. O ideal será deixar a viatura num dos parques de estacionamento próximos e fazer uma pequena caminhada, seguindo as indicações, até à entrada do Areinho.

Susana Sousa Ribeiro

Depois de passar o marco do quilómetro zero, a primeira parte do percurso, desde a praia fluvial do Areinho até à ponte de Alvarenga, é em terra batida. Depois, surge o grande desafio desta caminhada: 310 degraus para subir até à entrada dos Passadiços onde terá de apresentar os bilhetes.

Depois de um troço de terra batida, existe mais uma escadaria, desta vez a descer, de 450 degraus. Motivo pelo qual, se fizer apenas ida, o ideal é começar no Areinho, já que terá de subir menos degraus. Se fizer ida e volta, o melhor é começar na Espiunca. Depois das duas escadarias, o percurso tende a ser praticamente plano, com pouca inclinação na maioria da sua extensão e muito tranquilo.

Geossítios

Os amantes de geologia vão ficar felizes em saber que, ao longo do percurso, é possível ver cinco geossítios do Arouca Geopark: Garganta do Paiva (G36); Cascata das Aguieiras (G35); Praia Fluvial do Vau (G30); Gola do Salto (G31); Falha de Espiunca (G32).

Comida e Bebida

Nas extremidades dos passadiços, existem cafés que servem refeições rápidas e, durante o passadiço, junto à praia do Vau, também existe um pequeno bar. No entanto, além de água, o ideal é levar a própria comida e fazer um piquenique na Zona de Recreio e Lazer do Vau.

O espaço é muito tranquilo e idílico. Existe também um bar no local onde pode, por exemplo, tomar um café depois da refeição ou comprar bebidas frescas.

Nesta zona o rio Paiva escavou um vale mais largo e, por isso, a energia das águas é mais reduzida, sendo um bom local para mergulhar. No Vau ocorre, ainda, a foz do ribeiro do Fontão que ali cai em cascata.

Susana Sousa Ribeiro

Ponte Arouca 516

Aquela que foi anunciada como sendo a "maior ponte pedonal suspensa do mundo", a Ponte Arouca 516, continua, no entanto, fechada ao público. Durante a caminhada é possível vê-la, 175 metros acima do rio Paiva e com 516 metros de comprimento. O preço para a atravessar já foi anunciado: 12 euros. No entanto, ainda não foi anunciada a data de inauguração.

Susana Sousa Ribeiro

Os Passadiços do Paiva são um verdadeiro ex-líbris do turismo de aventura e uma das grandes atrações turísticas da região, mas existe muito mais para fazer em Arouca.

O concelho tem um pouco de tudo: aldeias pitorescas, miradouros fotogénicos, monumentos com elevado valor histórico, fenómenos geológicos únicos e paisagens de cortar a respiração. Para desfrutar do concelho de Arouca, selecionamos mais 22 locais imperdíveis para conhecer na região.