Mas mais do que uma linda vila, Mértola é um impressionante museu ao ar livre, onde a cada passo encontramos vestígios de antigas culturas mediterrânicas.

Mértola é mesmo um dos locais em Portugal onde existem mais vestígios do tempo dos Mouros. A igreja Matriz, por exemplo, hoje classificada como monumento nacional, é na verdade uma antiga mesquita. O castelo de Mértola também é originalmente do período mourisco e fora das muralhas existe o antigo bairro Mouro.

Durante o período mourisco, Mértola rompeu com o resto do império e um líder sufi chamado Ibn Qasi até fez uma aliança com o Rei D. Afonso Henriques. Uma estátua colocada à frente do castelo homenageia este histórico líder.

Mértola possui vestígios monumentais dos tempos românico e islâmico, mas também de tempos mais antigos, como o Fenício e o Púnico. Myrtilis, como era conhecida durante a época romana, foi estrategicamente importante nas conquistas da região e um ponto de entrada de produtos na Península Ibérica.

Tudo isso pode ser entendido nos 15 centros museológicos de Mértola, que vão da Antiguidade à Idade Média - basta visitar, por exemplo, a Casa Romana na Mesquita Velha, a Acrópole, a Basílica, o Castelo ou admirar a imponente Torre do Rio.

A história, as ruas estreitas, as portas coloridas, as varandas e, não esquecer nunca, a boa comida... tudo cativa e faz-nos sorrir. E, por fim, como se tudo isto não bastasse, Mértola é ainda rodeada pelo belíssimo Parque Natural Vale do Guadiana, lar da rara cegonha negra. Está visto que razões não faltam para visitar esta vila cheia de história.

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Artigo originalmente publicado no blogue The Travellight World 

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