Percorra as ameias de Almourol, veja as paisagens inspiradoras a partir do Castelo de Leiria ou deixe-se surpreender com a beleza de aldeias como Linhares da Beira ou Monsanto. As aldeias podem não ter o movimento de outrora e os castelos podem ter perdido a sua principal função de defesa, mas estes locais ainda guardam em si um esplendor que nos transporta diretamente para um imaginário medieval de reis guerreiros e rainhas santas. Deixe-se levar pelas lendas e mitos que fizeram a História de Portugal e venha descobrir estes lugares incríveis do nosso país!

Castelo de Belmonte

Belmonte integra a rede das Aldeias Históricas de Portugal e está localizada na margem esquerda do rio Zêzere, em plena Cova da Beira, no sopé da Serra da Estrela. No início, a povoação instalou-se na colina granítica da Serra da Boa Esperança e estendeu-se ao longo dele para Sudoeste. Diz a tradição que o seu nome foi uma homenagem ao local onde se escolheu erguer a vila e onde o Castelo tem um lugar predominante — um monte belo.

No entanto, há quem atribua a sua origem à expressão belli monte, ou monte de guerra. A primeira opção é mais romântica, mas é possível que a segunda esteja mais certa.

A construção inicial do Castelo, que integra traços românicos, góticos, manuelinos e setecentistas, data do século XIII, mas o que o torna realmente especial na História de Portugal é o facto de, em 1466, se ter tornado por doação real, a residência da família de Pedro Álvares Cabral — uma das figuras mais emblemáticas de Belmonte. Foi neste castelo que o navegador responsável pela descoberta do Brasil nasceu e cresceu. Hoje, os visitantes podem fazer uma visita guiada denominada de “Percurso do Cabral” que tem como ponto de partida o Castelo de Belmonte, passa pelo Museu dos Descobrimentos, a Igreja de Santiago e termina no Panteão dos Cabrais.

Linhares da Beira

Aldeia medieval do século XII, Linhares da Beira situa-se na meia-encosta da vertente nordeste da Serra da Estrela. Está envolta por uma paisagem montanhosa, típica da região, e possui uma diversidade arquitetónica e artística ímpar, fruto do legado de várias épocas. Em 1169, esta Aldeia Histórica recebeu o seu primeiro foral, atribuído por D. Afonso Henriques. Mas só mais tarde, no reinado de D. Dinis, foi erigido o seu imponente Castelo, ex-líbris da aldeia e o seu principal cartão de visita.

Um passeio por Linhares da Beira permite ao visitante recuar no tempo e deixar-se encantar pelo património ligado à vivência urbana mais antiga desta verdadeira aldeia museu.

Perca-se pelas ruas desta aldeia e descubra a Antiga Casa da Câmara; o Pelourinho; a Igreja Matriz de Nossa Sr.ª da Assunção.; a Casa do Judeu, a Fonte de Mergulho e Fórum Romano, a Antiga Hospedaria e Hospital, a Calçada Romana e as casas nobres dos séculos XVIII e XIX que mostram janelas e portas decoradas ao gosto Manuelino.

Desvende as muitas tradições e lendas que envolvem Linhares da Beira e perceba a mística desta aldeia que sempre se distinguiu pela bravura dos seus habitantes.

Linhares da Beira
Linhares da Beira Turismo Centro Portugal

Castelo de Montemor-o-Velho

Localizado no topo de uma colina, sobre os campos agrícolas do Mondego, o Castelo de Montemor-o-Velho é uma fantástica construção militar que serviu como a principal fortificação da região na época medieval.

A sua posição estratégica tornou-o particularmente cobiçado quer pelas forças cristãs, quer pelas muçulmanas, o que explica os inúmeros combates aí travados no âmbito da Reconquista bem como a rapidez com que mudava de mãos.

A sua história é muito antiga. As primeiras referências a uma estrutura defensiva neste local datam do século X, quando al-Mansur conquistou Montmayur, a atual Montemor, e aí levantou uma fortificação islâmica, com mesquita, da qual quase nada resta. O Castelo que hoje conhecemos é fruto de uma longa evolução e de várias alterações realizadas ao longo dos séculos.

Durante as Guerras Peninsulares, passaram por aqui as tropas francesas de Napoleão, sob o comando de Jean-Andoche Junot, porém, uma página especialmente triste da história do Castelo de Montemor-o-Velho ganhou a dimensão de lenda: o trágico amor de Pedro e Inês — foi neste lugar, em 1355, que o rei Afonso IV reuniu com os seus conselheiros para ordenar o assassinato de D. Inês de Castro, no Paço de Santa Clara, em Coimbra.

Aldeia de Aigra Nova

Aigra Nova é uma das Aldeias de Xisto do concelho de Góis mais bem preservada. As três pequenas ruas que a atravessam, ladeadas por casas pitorescas de construção baixa, parecem saídas diretamente das ilustrações de um livro infantil.

A nascente e o clima ameno são propícios à prática agrícola e aos vastos pastos. Nesta aldeia viva ainda há hortas, burros e gado. A vida parece mais simples, mais feliz.

É obrigatório parar aqui, deixar-se envolver pelo projeto do Ecomuseu Tradições do Xisto e visitar os seus diversos Núcleos.

O Ecomuseu Tradições do Xisto é uma estrutura aberta e ativa sobre as tradições e a cultura serrana, a par com a conservação da natureza, centrado nas Aldeias do Xisto de Aigra Nova, Aigra Velha, Comareira e Pena, localizadas no concelho de Góis, e na Rede Natura 2000 da Serra da Lousã.

Aldeia de Aigra Nova
Aldeia de Aigra Nova Turismo Centro Portugal

Castelo de Leiria

O Castelo de Leiria é um dos mais belos de Portugal. É Monumento Nacional e o ex-líbris da cidade.
A colina onde se situa o Castelo, bem como o seu território, foi conquistado aos muçulmanos, no segundo quartel do século XII por D. Afonso Henriques e ainda hoje no interior das suas imponentes muralhas se encontram vestígios das diversas fases de ocupação, bem como sinais de que funcionou como fortaleza militar e palácio real.

D. Dinis terá sido o monarca que mais tempo passou em Leiria, juntamente com a sua esposa, a Rainha Santa Isabel, a quem é atribuído o Milagre das Rosas. Estes monarcas contribuíram certamente para aumentar a mística deste lugar há muito tempo povoado por lendas e histórias, onde a fantasia se confunde com a realidade e a imaginação ganha asas.

Castelo de Porto de Mós

Obra arquitetónica de características singulares, o Castelo de Porto de Mós com os seus dois torreões encimados por coruchéus, com acabamento em cerâmica verde, tem uma silhueta  imponente que imediatamente nos remete para o cenário de um filme de príncipes e princesas.

Teve na sua génese uma fortaleza que tinha como principal missão o controlo e a vigilância sobre as principais vias que atravessavam o Maciço Calcário Estremenho, ligando o Médio Tejo e a Alta Estremadura.

O atual castelo surgiu mais tarde. Foi mandado construir em 1200, pelo Rei D.Sancho I e, como todos os castelos de contos de fada, tem a si ligado uma personagem  especial: D.Fuas Roupinho - o mesmo que protagoniza a mais famosa lenda da Nazaré.

Esta figura histórica, que se divide entre o mito e a realidade, foi eternizado pelos séculos como o primeiro alcaide da vila de Porto de Mós e é até hoje recordado pelas batalhas que travou com as forças muçulmanas que assediavam este castelo.

Castelo de Porto de Mós
Castelo de Porto de Mós

Aldeia de Monsanto

As enormes rochas que dominam a paisagem, algumas integradas nas próprias casas, fazem de Monsanto uma aldeia verdadeiramente extraordinária, de uma beleza imensa e singular. É um local muito antigo, com registo de presença humana desde o Paleolítico. Vestígios arqueológicos dão conta de um castro lusitano (ruínas ou restos arqueológicos de um tipo de povoado da Idade do Cobre e da Idade do Ferro característico das montanhas do noroeste da Península Ibérica) e de villas e termas romanas no campo de S. Lourenço, que fica no sopé do monte.

Conquistada aos Mouros por D. Afonso Henriques, em 1165, e doada à Ordem dos Templários que ali edificaram o castelo sob as ordens de D. Gualdim Pais, Monsanto faz parte das doze Aldeias Históricas oficiais de Portugal, por ter desempenhado um papel estratégico na defesa do país face aos vários invasores que ao longo dos séculos tentaram a sua sorte e perderam, pois a conjugação das defesas naturais com aquelas que, entretanto foram sendo construídas pelo homem, transformaram Monsanto numa fortaleza inexpugnável.

Em 1938 ganhou o título da “Aldeia Mais Portuguesa de Portugal”, mas atualmente é mais famosa por ter servido de cenário à prequela da Guerra dos Tronos.

Do património histórico da aldeia fazem parte o Castelo, o Pelourinho, a Antiga Capela do Socorro, a Porta de Santo António, a Capela de Santo António, a Igreja da Misericórdia e a Torre do Relógio que tem no cimo a Réplica do Galo de prata — símbolo do título de Aldeia Mais Portuguesa de Portugal.

Aldeia de Monsanto
créditos: The Travellight World

Castelo de Tomar

Património Mundial da UNESCO desde 1883, o complexo composto pelo Castelo de Tomar e pelo Convento de Cristo é uma obra maravilhosa que combina diversos estilos arquitetónicos desde o românico até ao gótico, passando pelo manuelino, pelo renascimento e pelo barroco.

Foi fundado em 1160 por Gualdim Pais, Grão-Mestre dos Templários, e cada uma das suas pedras parece encerrar em si um capítulo diferente da história de Portugal.

Fez parte da linha defensiva do Tejo durante a reconquista e no século XII, foi alvo de uma grande ofensiva por parte do califa Almóada Iacube Almançor, que conseguiu reconquistar todo o território desde o Algarve até cruzar a linha defensiva do Tejo e ser parado pelos Templários que resistiram ao cerco da cidade.

Destaca-se no seu interior o oratório ou Charola, pensada para imitar a Igreja do Santo Sepulcro em Jerusalém; a extraordinária Janela do Capítulo, expressão máxima do estilo Manuelino, que nos recorda todas as glórias da Era dos Descobrimentos; os dois claustros, decorados com azulejos, a leste da Charola, construídos na época em que a Ordem dos Templários já se havia transformado nos Cavaleiros de Cristo, tutelados  pelo Infante D. Henrique; o Claustro Principal da Renascença, um conjunto sóbrio de colunas gregas, arcos suaves e escadarias sinuosas e em espiral; e a Sacristia Filipina, com o seu impressionante teto.

Castelo de Almourol

Situado num ilhéu em pleno rio Tejo, o Castelo de Almourol é um dos monumentos medievais mais extraordinários e cenográficos da Reconquista Cristã. Quem o vê, nunca o esquece!

As suas fundações são celtas e romanas, mas revela uma forte influência dos Templários, que reconstruíram o castelo após a sua destruição. Almourol era parte integrante da linha defensiva do rio Tejo, a cargo dos Templários, e foi tomado pelos cristãos em 1129 quando ainda tinha o nome de Al-morolan.

Existem até hoje várias lendas associadas a este pitoresco castelo, incluindo uma que diz que é assombrado por uma princesa. Tem como principais destaques a torre de menagem, a janela das namoradeiras e a porta da traição.

Castelo de Almourol
Castelo de Almourol créditos: The Travellight World

Castelo de Óbidos

Conquistado e consolidado no reino de D. Sancho I durante a Reconquista, o Castelo de Óbidos é protegido como Monumento Nacional e é atualmente considerado uma das Sete Maravilhas de Portugal.

O melhor de tudo? Pode passar a noite aqui e sonhar que pertence à família real! O Castelo de Óbidos integra a rede de Pousadas de Portugal e algumas das acomodações ocupam quartos originais do castelo apresentando paredes revestidas em pedra, camas com dossel e lustres.

É atribuída origem romana a este incrível Castelo, mas sabe-se que também foi uma fortificação visigótica e mais tarde caiu sob domínio árabe. Foi significativamente ampliado, e reforçado o seu valor no contexto de defesa durante os reinados de D Sancho I, D. Afonso II, D. Diniz e D. Fernando. No reinado de D. Manuel I o seu alcaide mandou construir um novo paço e alterar algumas partes do castelo, de que são exemplo as 2 belas janelas e o pórtico de entrada de estilo “manuelino”. O terramoto de 1755 deixou o castelo em ruínas e a sua recuperação só aconteceu no séc. XX quando foi completamente restaurado para nele se instalar a primeira “Pousada em monumento Histórico”.

Hoje, por conta disso, quem visita a Vila de Óbidos, pode experimentar a sensação única de dormir num Castelo Português!

Aldeia de Sangemil

Sangemil é uma bonita aldeia junto ao rio Dão. Pertence ao concelho de Tondela e o seu nome deriva de “Sangemiro”, um nobre de origem visigótica que teria sido senhor destas terras. A aldeia tem um encanto tranquilo com o rio Dão a atravessar o pequeno vale e as encostas íngremes das serras. É também conhecida pelas suas termas e águas terapêuticas das nascentes das Caldas de Sangemil. A Casa dos Fidalgos de Sangemil, a Capela de Santo António, a Capela da Senhora da Saúde e o Forno comunitário são os pontos de maior interesse da aldeia.

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