Quem chega a Braga, a partir da estação de comboios, encontra uma porta aberta para a cidade. Literalmente. O Arco da Porta Nova não é novo e nunca teve porta. Manifesta desde logo a ideia de que os bracarenses deixam a porta aberta ao visitante, que tudo que tem de fazer é entrar.

Subindo a rua do Souto, vamos de encontro a um dos mais bonitos centros-históricos de Portugal. No ar misturam-se cheiros que abrem o apetite: os gelados do Sabores Gelados, os cupcakes da Spirito, as frigideiras das Frigideiras do Cantinho, os hambúrgueres do DeGema, as tíbias do Tíbias de Braga… Em Braga come-se bem, e come-se de tudo. Só no centro de Braga encontramos desde o tradicional arroz “pica no chão”, até restaurantes vegetarianos. E que o Porto me perdoe, mas Braga tem as melhores francesinhas do país.

Ouvem-se os sinos tocar: os da Igreja do Pópulo, os da Igreja da Misericórdia de Braga, os da Sé, os da Igreja de São João do Souto…  Numa sinfonia que se vai estendendo pelas muitas igrejas da cidade. Não é por acaso que Braga é um dos locais de eleição para turismo religioso, afinal é A Cidade dos Arcebispos.

Em Braga pode-se fazer três coisas: comer, orar e amar. Sobretudo amar.

Amar cada canto cheio de história, amar as pessoas que nos acolhem como se fossemos família, amar uma cidade que não tem de provar nada a ninguém, porque como escreveu Miguel Esteves Cardoso: “Braga tem tudo. Passa bem sem nós. Nós é que não passamos sem ela”.

“Mais velho do que a Sé de Braga”, é uma expressão usada com frequência, mas poucas coisas neste país o são. A Sé de Braga é mais velha do que a própria nacionalidade, mais velha do que Portugal. Em frente à Sé encontramos vários cafés e lojas, um deles é o Mercado da Saudade. Essa palavra tão portuguesa, assim como o espaço, recheado de produtos nacionais que tantas vezes nos fazem sentir saudosistas. Braga tem essa característica: podia ser romana, mas é, genuinamente, portuguesa.

Numa cidade pintada em tons de bege e cinzento, a cor está no Jardim de Santa Bárbara. Pintado de várias cores, com a Ala Medieval do Paço Episcopal, parece saído de um conto de fadas, e é um excelente local para desfrutar dos dias de sol.

Dizem que Braga é a cidade dos três P’s. É fácil dar três motivos, começados por P, para amar Braga: Paz, Pessoas e Pátria. A paz em cada rua, nos rostos pacíficos dos senhores que jogam às cartas na esplanada do Café Vianna. As pessoas em Braga são alegres – Braga é a cidade mais feliz de Portugal – e têm sempre a portas abertas para ti. E a pátria: em Braga há um pouco de todas as fases pelas quais Portugal passou, mesmo antes de ser Portugal. Há vestígios romanos, suevos, o cristianismo enraizado, a torre do antigo castelo de Braga, o barroco…

Braga pode ser chamada de Roma, mas Braga é inteiramente portuguesa.

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