Com um pé na Europa e outro na Ásia, a sua atmosfera dramática coloca Istambul no mapa de todos os viajantes. A antiga cidade de Constantinopla é, atualmente, um centro cultural moderno e cosmopolita, conjugando harmoniosamente tradições religiosas e seculares.

Conhecidos no ocidente como os dervishes rodopiantes, estes dançarinos encarnam uma tradição passada, uma prece feita em constante movimento, reconhecida pela UNESCO pela sua importância cultural e valor intangível. São membros da Ordem Mevlevi, fundada no século XIII pelo filósofo e poeta místico Mevlana Rumi, na cidade turca de Konya.

O sufismo, uma dimensão mística e contemplativa do Islão, propagou-se gradualmente pelo Império Otomano e, mais tarde, através das comunidades turcas dispersas pelo mundo. A ordem foi banida da Turquia em 1925 com o estabelecimento da república turca e os espaços de culto foram encerrados, condenando a prática à clandestinidade nos trinta anos subsequentes.

Mais do que um espetáculo de dança, o Mevlevi Sema é um ritual religioso, no qual os dançarinos experimentam um êxtase místico através de cânticos, preces, música e movimentos de dança rodopiantes. Depois de várias horas de jejum, homens envergando vestes brancas e saias amplas, rodopiam equilibrados sobre um pé, com os braços estendidos, permitindo que a energia flua através deles, ao som de um repertório de música peculiar.

A cidade de Istambul é reconhecida como um polo central da atividade da ordem e estes espetáculos realizam-se um pouco por toda a cidade. A Casa Museu Galata Mevlevi é um dos espaços cerimoniais mais famosos, tendo sido o primeiro a surgir em Istambul, recuando na sua existência ao século XV.

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