Localizada cerca de 20 quilómetros ao sul do Cairo, a pirâmide domina uma vasta necrópole na região de Memphis, que foi a primeira capital egípcia.

Com cerca de 60 metros de altura distribuídos por seis andares, o monumento foi construído por volta de 2.700 a.C. pelo famoso arquiteto Imhotep no topo de uma cavidade de 28 metros de profundidade que abriga uma tumba em granito rosa.

"Os primeiros a interessarem-se pela preservação da pirâmide foram os líderes da 26ª dinastia", nos séculos VII e VI a.C., disse à AFP Gamal Eddine, mostrando aos visitantes as milenares vigas de madeira que suportam, em alguns lugares, o teto do edifício - o primeiro do mundo construído totalmente em pedra.

Os trabalhos de restauro tornaram-se necessários após um terramoto danificar o interior da pirâmide em 1992.

O projeto de restauro deste monumento começou em 2006, mas foi interrompido "por razões de segurança" na época da revolta popular de 2011. As obras foram retomadas em 2013, segundo Ayman Gamal Edin, responsável pelo projeto no Ministério de Antiguidade.

Em 2014, uma polémica surgiu na imprensa egípcia, informando que pirâmide de Djoser havia sido danificada pelas reformas. O projeto foi criticado por ONGs que calculavam que a aparência original do monumento iria ser alterada. Mas, em 2018, a Unesco apresentou relatórios positivos sobre as obras.

O custo total das obras de restauro foi de 104 milhões de libras egípcias ou cerca de seis milhões de euros, de acordo com o governo egípcio.

O local, listado como Património Mundial da Unesco desde 1979, constitui a primeira necrópole familiar do Egito, uma prática introduzida pelo faraó Djoser.

Na mesma necrópole de Sacará, as autoridades egípcias revelaram em abril de 2019 um túmulo decorado com relevos coloridos e inscrições bem preservadas, pertencentes a um nobre da 5ª dinastia (entre 2.500 e 2.300 a.C.).

Nos últimos anos, as autoridades reforçaram consideravelmente a comunicação sobre descobertas arqueológicas, na esperança de atrair os turistas que abandonaram o Egito por causa dos distúrbios relacionados com a revolta de 2011. Os sítios arqueológicos são um argumento importante para o Egito diante da concorrência de outros destinos turísticos.

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