A bandeira, tal como acontece com todos os países, explica em cores, a sua história. Encarnado, amarelo e verde: o povo, o Sol, os recursos naturais e a vegetação que enchem os olhos ao primeiro olhar. Conacri, a capital, é uma cidade portuária em que o caos marca o ritmo do burburinho. Porto de mercadorias, porto de abrigo de uma sociedade de enorme riqueza cultural e natural. Prova disso, para além da língua oficial francesa, há mais de 24 dialetos e línguas das muitas tribos que compõem a região.

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A Guiné-Conacri ganhou a independência aos franceses em 1958 e viu o seu governo entregue a uma ditadura que, durante muitos anos, bloqueou o desenvolvimento que se impunha. O seu nome diferencia-a da vizinha Guiné-Bissau tal como da Guiné Equatorial e, desde o ano em que o primeiro português ali passou em 1460, muitos foram os povos que se seguiram. A Guiné-Conacri é fruto de migrações, conquistas e reconquistas que resultaram naquilo que é hoje: um território fronteiriço de grandes e longínquos impérios.

Bienvenue à Conakry!

Conacri é agitação, burburinho, caos. Foi, em tempos, uma pequena ilha que se expandiu até ao continente. Hoje é uma metrópole que alberga um quarto da população total. Há muitos locais que podem proporcionar um conhecimento mais profundo da região e do povo, dos povos. O Stade du 28-Septembre é um bastião da cidade, palco de jogos de futebol e outros eventos sociais. Para além dele, destacam-se o Museu Nacional, o Palais du Peuple (Palácio do Povo) e o jardim botânico. Os mercados são, em si mesmos, um museu em estado bruto, mas para além deles, há muita música e animação, restaurantes típicos e os inúmeros petiscos oferecidas pela rua. A religião impõe-se tanto na história como no dia a dia. Por isso, dois dos monumentos mais relevantes da cidade são a Grande Mesquita e a Catedral de Santa Maria. Elas explicam tudo...

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Grande Mesquita

Mais de oitenta por cento da Guiné-Conacri é muçulmana e, por isso, esta mesquita fala por si. Foi construída durante o governo de Ahmed Sékou Touré e inaugurada em 1982. É a quarta maior de África e a maior da África Subsariana. A mesquita tem 2.500 lugares no nível superior para mulheres e 10.000 abaixo para homens. Outros 12.500 fiéis podem acomodar-se confortavelmente na grande esplanada. Ainda oferece aos visitantes um pequeno museu nos seus jardins, com os túmulos de Sékou Touré e Alfa Yaya, duas das personalidades mais importantes do país.

Catedral de Santa Maria | Cathédrale Sainte-Marie

Os cristãos da Guiné-Conacri são católicos romanos. Uma herança do colonialismo francês que representa cerca de dez por cento da população, num país onde a coexistência religiosa é tradicionalmente tranquila. Os muçulmanos locais são, por norma, moderados para com as outras religiões, chegando até a existir um conselho inter-religioso que trabalha com o governo sobre estas questões. A catedral de Santa Maria tem grande valor arquitetónico e a primeira pedra foi colocada em 1928 por Raymond René Lerouge. Porém, só foi construída em 1930, sendo marcada por algumas influências ortodoxas. É rodeada de outros importantes edifícios públicos.

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O paraíso mora aqui: ilhas mágicas

Um dos aspetos positivos da lufa-lufa urbana é que bastam 13 quilómetros para chegar às cavernas de Kakimbon, onde poderá conhecer a aldeia de Ratoma, tida por muitos como um local religioso. As Ilhas dos Ídolos — Îles de Los — proporcionarão momentos de descontração para os amantes de mar. Um paraíso na Terra, umas ilhas que mantêm o seu estado selvagem até hoje, as florestas verdejantes e as praias são perfeitas, uma opção perfeita para desfrutar de paz, sol e água salgada. Soa bem, não?

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