O Centro de Gestão da Situação do Covid-19 (CCSA), que inclui vários especialistas e governantes, incluindo o primeiro-ministro, Prayut Chan-ocha, e o ministro da Saúde, Anuntin Charnvirakul, anunciou a quinta extensão do estado de emergência desde o início da pandemia.

As autoridades competentes argumentam que a medida é necessária para manter o controlo sobre as pessoas que chegam do exterior, apesar de quase 90 dias sem detetar contágios locais.

Recorde-se que, até ao momento, foram confirmados 3.402 casos de COVID-19 na Tailândia, dos quais 3.229 já se encontram recuperados, 115 em tratamento e 58 mortes.

De acordo com o Índice Global COVID-19 (GCI), a Tailândia ocupa o terceiro lugar no ranking mundial dos 184 países que registaram a maior recuperação da pandemia causada pelo novo coronavírus, tendo obtido uma pontuação de 81,69% no índice de recuperação. Este resultado atesta o estatuto do país como um exemplo em termos de esforços no combate à pandemia.

Com efeito, a Tailândia começou a tomar medidas de prevenção logo em janeiro, e tem mantido restrições muito fortes à entrada de viajantes no país, tendo encerrado todos os acessos marítimos, aéreos e terrestres ao turismo.  Dentro do próprio país cumpre-se, igualmente, o recolher noturno das 22h00 às 04h00, existindo limitações nas deslocações entre províncias e a proibição de encontros sociais.

Em julho, o prestigiado “The New York Times” abordou, num extenso artigo, a evolução da pandemia Covid-19 neste país, apontando fatores decisivos como o distanciamento social enraizado na cultura tailandesa, o uso precoce de máscaras individuais de proteção, a robustez do sistema de saúde da Tailândia, a influência da genética e o estilo de vida maioritariamente ao ar livre dos tailandeses para o controlo da pandemia.

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