“Desde meados de novembro, depois de uma inundação histórica, registámos uma descida inédita (do número) das reservas. Nem depois dos ataques às Torres Gémeas”, em Nova Iorque, em 2001, comentou o presidente da associação, Vittorio Bonacini, durante uma conferência de imprensa.

“No primeiro mês (desde então), tivemos um pico de 45% de anulações e fomos forçados a anular eventos, conferências e importantes iniciativas previstas para o próximo ano”, especificou.

“Se na noite de Ano Novo de 2018 tivemos uma taxa de ocupação de 100%, para este ano fica aquém dos 50%”, acrescentou Bonacini.

As imagens da excecional maré de 12 de novembro, que provocou a pior inundação de Veneza desde 1966, deram a volta ao mundo e provocaram os receios dos viajantes.

O impacto negativo foi particularmente intenso nos fluxos provenientes de EUA, Reino Unido e França. “Um terço dos turistas vem destes países”, acentuou o presidente dos hoteleiros. Com efeito, dos EUA chegam a Veneza 15% dos turistas que a procuram, das Ilhas Britânicas oito e de França mais sete.

Bonacini aludiu a receios infundados e exagerados: “Já recebemos telefonemas inquietos dos EUA, a perguntarem-nos se uma criança com 1,30 metros podia vir sem correr perigo”.

Na realidade, Veneza está a mais de um metro abaixo do nível do mar, relativizou. Quando se fala de uma maré alta de 1,30 metros, isso significa que o nível da água é de 30 centímetros e apenas em alguns locais da cidade velha.

Acentuou ainda que a histórica maré alta só durou uma hora e meia, após o que a situação normalizou em algumas horas.

Dos mais de 31 milhões de turistas que foram a Veneza no último ano, 20 milhões só estiveram lá um dia e apenas 11,5 milhões dormiram nos 274 hotéis do centro histórico, segundo as estatísticas da associação.

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