O parlamento debateu hoje dois projetos de resolução sobre o tema: um do PSD e CDS-PP, recomendando ao Governo uma intervenção "de forma a transformar esta via num produto de interesse económico e de promoção turística", e um outro texto do PS recomendando ao executivo a valorização da estrada.

Carlos Silva, do PSD, lembrou que o "trabalho do parlamento não é substituir-se a ninguém", mas realçou que há "poucas estradas no mundo e praticamente nenhuma na Europa" deste género - que ligue um país de norte a sul.

A EN2 estende-se por 738 quilómetros e atravessa 11 distritos (Vila Real, Viseu, Coimbra, Castelo Branco, Leiria, Santarém, Portalegre, Évora, Setúbal, Beja e Faro), quatro serras, 11 rios e 32 concelhos.

Pelo CDS-PP, o deputado Hélder Amaral lembrou que promover esta via pode resultar num bom "produto turístico" mas, tão ou mais importante, num acrescentado "valor económico para as populações".

A esquerda defendeu também a via, mas pediu maior atenção para com as populações locais, não deixando de criticar PSD e CDS-PP pelos anos recentes em que estiveram no executivo e não investiram na segurança rodoviária, por exemplo, de partes da EN2.

"Depois de anos e anos de desinvestimento, de milhares e milhões de euros enterrados em PPP [Parcerias Público-Privadas], depois de tudo isso, eis que agora PSD e CDS foram os dois passear e descobriram a EN2", vincou Bruno Dias, deputado do PCP.

Heitor de Sousa, do Bloco de Esquerda, foi também perentório: "Queremos saudar a chegada de PSD e CDS à promoção do investimento público", disse.

O mérito da iniciativa do PSD e do CDS-PP, prosseguiu passa por reiterar a "importância da valorização dos territórios, da melhoria das acessibilidades e de alguma equidade na aplicação do investimento público".

O PS, que também apresentou um projeto de resolução sobre o tema, diz que PSD e CDS-PP fizeram uma "súbita descoberta" do potencial da EN2, mas destacou o trabalho feito pelos municípios - "alguns sob a liderança do PSD" - por onde a estrada passa.

O deputado socialista Francisco Rocha destacou a formalização da Associação de Municípios da Rota da EN2, e acrescentou que "faz sentido" ao parlamento recomendar ao Governo um "forte envolvimento" no projeto e na promoção da via, que poderá potenciar uma "reinvenção" das suas "potencialidades turísticas".

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