No primeiro trimestre do ano, as chegadas de turistas internacionais caíram 22%, indica um comunicado da OMT, que cita a "pior crise" desde o início dos registos de dados, em 1950.

A queda dos três primeiros meses representa, no momento, "67 milhões a menos de turistas internacionais", ou seja, "80 mil milhões de dólares em exportações perdidas", afirma a agência da ONU com sede em Madrid.

No relatório publicado nesta quinta-feira, a OMT reduziu uma projeção apresentada no fim de março, na qual previa uma queda do turismo internacional em 2020 de entre 20 e 30%.

Em 2019, 1,5 mil milhões de turistas internacionais viajaram pelo globo, dado que representa um aumento de 4% na comparação com o ano anterior, de acordo com a OMT, que em janeiro esperava uma evolução similar para 2020.

"O turismo recebeu um golpe duro. Milhões de postos de trabalho estão em perigo num dos setores da economia que mais empregam mão de obra", afirmou o secretário-geral da OMT, Zurab Pololikashvili.

Somente em março, as chegadas de turistas internacionais em todo o mundo caíram 57%, aponta a OMT.

A agência elaborou três cenários para 2020, em função do momento de retirada das restrições de viagens que estão em vigor em praticamente todo o mundo.

As chegadas de turistas internacionais cairiam entre 60 e 80%, dependendo do momento do fim das restrições, em julho (primeiro cenário), setembro ou dezembro, o pior cenário.

"A demanda interna pode registar uma recuperação antes da demanda internacional", destaca a OMT. "A maioria espera começar a ver sinais de recuperação no último trimestre de 2020, mas sobretudo em 2021", acrescenta a organização.

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