O vídeo, que foi publicado e retirado em menos de 24 horas, começa com a pergunta "o que é verdadeiramente escandinavo?", que é respondida com um imperativo "Absolutamente nada".

Segue-se a explicação de que aquilo que geralmente é considerado escandinavo, como a democracia, sandes abertas, licença parental e almôndegas suecas, foi importado e a cultura da Escandinávia foi sendo construída "pouco a pouco por pessoas comuns" durante as suas viagens. Um povo de viajantes, desde os antepassados Vickings, é uma das mensagens que se retira da campanha.

O vídeo, no entanto, não caiu bem a Richard Jomshof, um deputado do partido populista anti-imigrante Democratas Suecos, que afirmou que o vídeo é "um absurdo diabólico e um ódio a si mesmo". O deputado prometeu nunca mais voar com a Scandinavian Airlines.

Na vizinha Dinamarca, Soeren Espersen, membro do Partido Popular Dinamarquês, afirmou que a transportadora está "a cuspir em tudo o que é verdadeiramente norueguês, verdadeiramente sueco e verdadeiramente dinamarquês com a sua campanha nojenta".

A companhia aérea acabou por retirar o vídeo da Internet e emitiu um comunicado onde afirma que mantém "a mensagem central do vídeo" e que apenas o removeu por considerar que a campanha foi vítima de um ataque. A Scandinavian Airlines acabou por lançar  novamente o vídeo  numa versão mais reduzida, lamentando que tenha sido "mal interpretado".

A agência de publicidade &Co, responsável pela criação da campanha, também acabou por ser afetada pela polémica. De acordo com o The Guardian, a rua onde se localiza o escritório, no centro da cidade de Copenhaga, foi fechada momentaneamente depois da empresa ter recebido uma ameaça de bomba por email. A polícia acabou por não encontrar qualquer tipo de explosivo.

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