“A Vez das Deusas. Cartazes da Índia no Museu do Oriente” é a exposição que abre ao público a 7 de maio (e pode ser visitada até 3 de outubro), com entrada gratuita, para assinalar mais um aniversário do Museu do Oriente e dar a conhecer uma parte fascinante da cultura visual e da história contemporânea da Índia, para lá das imagens coloridas e atrativas, contada a partir de Cartazes e dos deuses que estes representam.

Uma abordagem dos Cartazes Indianos enquanto objetos de devoção, para o culto aos deuses, mas também como instrumentos para a afirmação de poderes políticos e religiosos e para a definição de papéis sociais de género, como o da mulher.

Explore na galeria alguns dos cartazes da exposição:

Fortes, frágeis, poderosas e submissas, as deusas representadas nos Cartazes da Índia dão o mote para uma reflexão sobre os desafios de ser mulher hoje, múltipla, complexa e divina.

Sob o olhar das deusas, num total de 97 cartazes da coleção Kwok On do Museu do Oriente, são exploradas as suas qualidades humanas e mundanas, com as suas características divinas e sobre-humanas, para notar conceitos e paradoxos que falam sobre o que significa ser deusa e mulher na realidade em que vivemos.

As representações de deusas e de personagens femininas da mitologia Hindu são o ponto de partida para pensar a visibilidade e protagonismo destas figuras. Partindo do contexto histórico, bem como das suas funções e usos religiosos e sociais, estes Cartazes sugerem pistas para uma reflexão sobre a condição feminina e as questões de género, desde a identificação de estereótipos representados, à utilização da imagética dos Cartazes para consciencializar a sociedade, por exemplo, numa campanha publicitária contra a violência doméstica.

Através de elementos auspiciosos, com cores fortes e visualmente estimulantes, os Cartazes são um reflexo da época em que se encontram. Tiveram um papel importante na forma como são representadas as divindades ou como se pretende que sejam representadas: humanizadas, dotadas de características humanas, mas também, mais ocidentais.

Rostos mais finos, tons de pele mais claros, músculos mais definidos nos deuses e corpos mais delgados nas deusas, são mudanças visíveis nestes objectos.

De forma a explorar as temáticas sugeridas por esta exposição, o Museu do Oriente organiza um conjunto de atividades paralelas, até outubro, que incluem a exibição de um documentário, uma mesa-redonda com a participação de especialistas em temas da sociedade e identidade visual da Índia, oficinas e visitas temáticas e com a curadora.

O Museu do Oriente recebeu o Selo Clean & Safe para Museus, Palácios, Monumentos e Sítios Arqueológicos, atribuído pelo Turismo de Portugal em articulação com o Ministério da Cultura, às entidades que cumprem as recomendações da Direcção-Geral da Saúde e asseguram o cumprimento dos requisitos de higiene e limpeza para prevenção e controlo da COVID-19.

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