Em comunicado, a KLM Royal Dutch Airlines fala numa “retoma gradual e cuidadosa da sua rede europeia”, iniciada com a reposição do serviço do diário para oito destinos adicionais que estavam suspensos na sequência do surto de covid-19, e adianta que, partir de 11 de maio, o uso de máscaras faciais passa a ser obrigatório em todos os voos da companhia.

“A fortemente reduzida rede europeia está configurada para conectar-se com o maior número possível de voos na rede intercontinental”, refere, explicando que “as rotas serão reabertas gradualmente, mas poderão ser alteradas semanalmente, dependendo das medidas adotadas pelas autoridades nos destinos”.

A KLM estabelece como objetivo para maio “a retoma de 15% dos seus voos, face ao período anterior ao surto de covid-19”, numa altura em que “um número considerável de voos intercontinentais está a ser operado apenas com carga”.

No âmbito da retoma da operação, a companhia aérea holandesa reiniciou na segunda-feira o serviço, com um voo diário, sete dias por semana, para os destinos Barcelona, Madrid, Roma, Milão, Budapeste, Praga, Varsóvia e Helsínquia, sendo todos estas ligações operadas em aviões Embraer.

Em Portugal, mantém-se em maio o voo diário assegurado desde 28 de março entre Lisboa e Amesterdão-Schiphol em Boeing B737 (138 lugares), enquanto a Air France (companhia francesa do grupo Air France-KLM) mantém também em operação os três voos semanais entre Lisboa e Paris-Charles de Gaulle, num Airbus A320.

No comunicado, a KLM adianta ainda que, nas situações em que o distanciamento social não pode ser garantido, o uso de máscaras “vai ser recomendado ou tornado obrigatório”, até porque “alguns destinos exigem já que as máscaras sejam usadas a bordo dos voos”.

Neste sentido, a partir de 11 de maio, as máscaras “serão obrigatórias a bordo e durante o embarque”, sendo da responsabilidade dos passageiros providenciá-las.

“Tendo em conta a contínua evolução dos regulamentos e legislação, as máscaras faciais permanecerão, até novo aviso, obrigatórias até 31 de agosto de 2020”, acrescenta a KLM.

A nível global, segundo um balanço da agência de notícias AFP, a pandemia de covid-19 já provocou mais de 251 mil mortos e infetou quase 3,6 milhões de pessoas em 195 países e territórios.

Mais de um 1,1 milhões de doentes foram considerados curados.

Em Portugal, morreram 1.074 pessoas das 25.702 confirmadas como infetadas, e há 1.743 casos recuperados, de acordo com a Direção-Geral da Saúde.

A doença é transmitida por um novo coronavírus detetado no final de dezembro, em Wuhan, uma cidade do centro da China.

Para combater a pandemia, os governos mandaram para casa 4,5 mil milhões de pessoas (mais de metade da população do planeta), encerraram o comércio não essencial e reduziram drasticamente o tráfego aéreo, paralisando setores inteiros da economia mundial.

Face a uma diminuição de novos doentes em cuidados intensivos e de contágios, alguns países começaram a desenvolver planos de redução do confinamento e em alguns casos a aliviar diversas medidas.

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