O complexo localizado numa estância de repouso do monte Kumgang, perto da fronteira entre as Coreias, foi construído pela Hyundai Asan, filial do grupo sul-coreano Hyundai, com o objetivo de atrair turistas ao país.

Mas a aventura terminou de maneira abrupta em 2008, quando um soldado norte-coreano matou uma sul-coreana que estava perdida.

Desde então, Pyongyang pediu o retorno dos turistas sul-coreanos, uma fonte de receita.

As sanções económicas adotadas contra a Coreia do Norte para obrigar o país a renunciar aos programas balístico e nuclear impediram a volta dos turistas.

Kim Jong Un, que visitou o local ao lado de sua esposa Ri Sol Ju, chamou os edifícios de "miseráveis" e afirmou que o local era um "caos, sem identidade nacional", de acordo com a KCNA.

Ele ordenou a destruição de "todas as instalações desagradáveis, para construir, a nosso modo, novas instalações, mais modernas", completou a agência estatal.

Para o dirigente norte-coreano, as "instalações" foram construídas como "tendas improvisadas" e estão "atrasadas num plano arquitetónico".

As declarações significam uma forte crítica ao que deveria ser um dos principais projetos de cooperação entre as duas Coreias, ao lado do complexo industrial de Kaesong, fechado desde 2016.

O anúncio do líder norte-coreano aconteceu um dia depois de um discurso do presidente sul-coreano Moon Jae-in, que destacou os benefícios de uma "economia de paz".

O diálogo entre os dois países está paralisado desde o fracasso da reunião de cúpula de Hanói de fevereiro entre o presidente americano Donald Trump e Kim Jong Un.

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