Há muito que os cães são usados para farejar drogas ou explosivos, mas também se mostraram capazes de detetar cancros, infeções e outros problemas de saúde. Agora, estão a ser usados para detetar viajantes com COVID-19. Depois do Dubai, o aeroporto de Helsínquia, na Finlândia, tornou-se o segundo aeroporto do mundo a recorrer a este método como forma de detetar a doença.

Um grupo de quatro cães começou a trabalhar no aeroporto, na terça-feira, como parte de um programa piloto, de acordo com a Finavia, operadora de aeroportos finlandesa.  Ao todo, a experiência envolve 16 cães, mas 12 ainda continuam nos treinos. Os quatro cães trabalham no aeroporto por turnos, garantido que têm tempo para descansar.

Os passageiros testados no aeroporto não terão contacto direto com os cães. Em vez disso, os viajantes só têm de esfregar um toalhete no pescoço e entregá-lo aos responsáveis. Cada toalhete é colocado num recipiente e é apresentado ao cão numa cabine separada. Cada teste deverá demorar cerca de 10 segundos, e os cães dão a conhecer os resultados de diferentes formas: uns latem, alguns deitam-se em frente ao recipiente e outros apontam com a pata.

Atualmente, o teste é opcional e anónimo. Caso o cão detete o coronavírus, o passageiro é convidado a fazer um teste de PCR para ver qual é o grau de fiabilidade do método.

Os cães treinados podem cheirar o coronavírus em 100 moléculas ou menos - muito menos do que os 19 milhões de moléculas usadas em testes de PCR, de acordo com Finavia. Pesquisas da Universidade de Helsínquia indicaram que os cães podem ter quase 100% de precisão na deteção do vírus. A ideia foi implementada pela primeira vez  no Aeroporto Internacional de Dubai e teve uma precisão de 91%.

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