A sobrinha de Nader, uma trabalhadora humanitária de 23 anos, estava no Boeing 737 Max da Ethiopian Airlines que caiu no dia 10 de março no sudeste de Addis Ababa, e matou 157 pessoas, incluindo passageiros e membros da tripulação.

O 737 Max foi o segundo avião da Boeing a cair depois de decolar em apenas cinco meses, seguido de um anterior na Indonésia. No total, 346 pessoas morreram nos dois acidentes.

Nader, que há muito luta pelos direitos dos consumidores, enfrentou a indústria automobilística na década de 1960 para forçá-la a colocar os cintos de segurança nos carros. O ativista disse que está a trabalhar para esclarecer os laços estreitos entre a Boeing e os reguladores norte-americanos na Agência Federal de Aviação (FAA).

"A FAA é muito acolhedora com a Boeing e chegou a um ponto absurdo, no qual a Boeing designa os seus próprios inspetores", disse Nader, fazendo notar que um sistema de alerta não foi instalado como padrão para alertar os pilotos sobre falhas técnicas, que se acredita ser a causa de ambos os acidentes.

"Isso não é regular, isso é a raposa a cuidar do galinheiro", acrescentou. "Nós realmente precisamos de uma grande organização de consumidores neste país", disse Nader, que era um candidato presidencial independente em 2000.

Os acidentes na Indonésia e na Etiópia provocaram grande preocupação com a segurança do modelo Boeing 737 Max.

Fonte: AFP

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