Bilhete-postal enviado por Margarida Furtado Faria

Olá! Tenho 20 anos e já tive a sorte de viajar para muitos sítios com a minha idade, mas o destino que mais adorei foi a ilha do Pico.

A primeira vez que viajei para a ilha do Pico foi no verão de 2011 com a minha irmã mais velha e uma amiga. Fomos de mochila às costas, de barco, durante 12 horas. Realizámos esta viagem com o objetivo de subirmos a montanha mais alta de Portugal – a montanha da ilha do Pico!

Estávamos um pouco ansiosas porque não sabíamos se tínhamos resistência suficiente para tal desafio, visto que esta subida está classificada, quanto ao nível de dificuldade, de moderado a difícil, com um percurso de 3450 metros e duração aproximada de 7 horas.

A minha irmã dizia, no gozo, que eu nunca iria conseguir chegar ao topo da montanha e ela foi a primeira pessoa a desistir do percurso! Porém, continuei mais a minha amiga com o resto do grupo a subir a montanha, acompanhados pelo guia.

Perto dos 2000 metros de altitude comecei a ficar com dores musculares na perna esquerda que impossibilitavam os movimentos! Eu queria desistir, mas isso implicaria que um guia tivesse que vir desde o início buscar-me, e o grupo teria de ficar à espera que este chegasse.

Mas, com o apoio moral que recebi, consegui a muito custo chegar à cratera da montanha! Foi dos momentos mais gratificantes e inesquecíveis da minha vida!

Nem tenho palavras para descrever, mas tenho palavras para agradecer ao grupo que foi muito paciente com as minhas paragens para descanso repetitivas, e agradecer ao guia que levou a minha mochila, carregando o peso de uma garrafa de água de 1,5 litros, uma lata de salada de fruta, cinco pães-de-leite mistos e dois chocolates!

Chegámos à cratera, comemos, e o resto do grupo tinha de acabar o percurso. Como não estava em condições, tive de ficar na cratera à espera deles. Então, o guia pôs na minha perna gelo instantâneo e protegeu-me do sol com aqueles resguardes que se metem nos vidros dos carros!

Quando o grupo voltou começámos a descer e a vista (tanto na subida como na descida) é de cortar a respiração. Estivemos nas nuvens, literalmente!
No final do percurso, o guia ainda teve a amabilidade de nos mostrar uns pontos de interesse da ilha antes de regressarmos à pousada. E querem saber mais? Dois anos depois encontrei este guia na ilha do Pico e ele reconheceu-nos! Foi um reencontro muito engraçado!

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