Quando viajamos para qualquer país, Portugal é conhecido pelo Cristiano Ronaldo, mas muito antes pelo bom vinho e boa comida. Um orgulho que é uma herança da época dos Descobrimentos: quando os portugueses viajaram por tormentas e oceanos intencionalmente incutiram a cozinha e os costumes nas terras que fizeram da nossa nação uma das mais poderosas e dominadoras do mundo. Há quinhentos anos. Mesmo já não sendo donos dessas terras, são elas falantes da nossa língua e encontramos lá a amálgama dos nossos saberes e sabores gastronómicos com os alimentos e especiarias de Goa, Macau, Moçambique, Angola, Timor Leste, Brasil, entre outros lugares do mundo que foram nossas descobertas. Até hoje a língua está lá, apenas Macau não a fala, mas tem-na em todo o lado. Todas as ruas, por exemplo, têm o nome em português. Os pastéis de nata lá estão nas vitrines, assim escritos em português.

Mas não são só essas terras que falam português, há um restaurante em Lisboa, na zona das janelas verdes, que tem pratos que falam português com origem nas nossas colonizações: o Geographia. Embarcamos mesmo em diferentes viagens enquanto lemos a ementa. E é difícil escolher. Nas entradas pode optar por ir até Goa (e tente pensar na viagem marítima e terrestre que os portugueses enfrentaram nesta rota indiana) e encontra os bojés que são fritos com farinha de grão e cebola. Acompanhado de chutney de coentros e hortelã. Nas entradinhas eu optei por uma rota ainda mais a Oriente: fui a Macau. E de facto já lá estive, mas os Dim Sums de minchi com molho de soja e mel… aqui no Geographia ganham a qualquer Dim Sum de restaurante e boteco em que estive em Macau.

E foi difícil convencer-me a comer aquilo porque mal olhei para os Dim Sums, fiz uma careta. Experimentei e comi com muito prazer, viagem dos sentidos! Ainda nas entradas, ainda consegui fazer a travessia até ao Brasil com uns bolinhos de feijoada com geleia de malagueta. Recomendo vivamente. Confesso que já estava satisfeita, mas continuei as viagens e segui para os pratos principais. Mantenha-se pelo Brasil e pode escolher o escondidinho de mandioca com camarão e leite de côco. Acrescenta-se com um queijo catupiry bem caseiro! O escondidinho é como um puré. Eu engoli a picanha com baião de dois e mandioca frita. Tem arroz, feijão manteiga, bacon e carne de sol.

Bem, impossível continuar a comer/viajar por hoje, mas quero partilhar convosco mais umas viagens só dentro deste restaurante: se é vegan pode ir rapidamente a Goa e surpreenda-se com o caril de legumes ou se prefere embarcar noutra ‘porta’ reserve bilhete além de Goa. Siga até Macau e Timor Leste: a sala asiática que é um mix verde, vegetais cozidos, sementes de sésamo, grão de bico, tomate, pepino, soja, mel… mais? E fica um exemplo de sobremesa e invertemos viagem no planeta, agora até São Tomé: mousse de chocolate com salame, super gulosa. Mas tem muito mais. Algo que adoro na ementa: aparece um menu “para os pequenos viajantes” e onde encontra a sopa dos navegadores, o peixe do dia com vegetais, entre outros.  Quanto a bebidas vai encontrar as típicas destas rotas, cerveja nossa, cerveja moçambicana, limonada. Cafés, chás e bebidas espirituosas. O vinho do Porto está lá, claro.

Tenho a certeza que abri o apetite, seja a que horas for que ler este artigo. Reserve as suas viagens num lugar só, no Geographia, Lisboa.

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