Reza a lenda que, na época em que o Brasil era uma colónia, a família real tinha uma escrava chamada Maria, que sofria de fadiga crónica. Bastava fazer um trabalho ligeiro, que ela ficava cansada, por isto era conhecida por “Maria Mole”.

Naquele tempo a família real mandava trazer, via marítima, gelo dos Alpes europeus com o objetivo de fazer sorvete para as crianças. Um dia, o navio que trazia o gelo desapareceu no mar e as crianças começaram a sentir falta do doce. A governanta pediu então às cozinheiras para inventarem uma sobremesa parecida, mas nenhuma teve sucesso.
Foi quando Maria Mole entrou na cozinha e com os seus gestos vagarosos pegou em coco ralado, gelatina, água e açúcar. Misturou tudo e deu às crianças para provar. As crianças adoraram e pediram mais.

Em homenagem à sua criadora, o doce foi batizado com o nome de Maria-Mole.

Fique com a receita e depois nada como experimentar esta delícia na origem. Vai encontrá-la, certamente, nas doçarias de Salvador.

INGREDIENTES

  • 1 pacote de gelatina incolor sem sabor
  • 3 chávenas bem cheias de açúcar
  • 1 pacote de coco ralado

PREPARAÇÃO

Dissolva a gelatina e coloque-a numa batedeira. Comece a bater, juntando o açúcar aos poucos, até ficar com uma espuma branca.

Polvilhe uma travessa retangular com bastante coco ralado e despeje a espuma branca por cima, cubra com mais coco ralado e leve ao frigorífico por algumas horas para ganhar firmeza. 

Tire do frigorífico, corte em pedaços pequenos e, se desejar, antes de servir, passe os pedaços de Maria-Mole por coco ralado novamente, cobrindo bem todos os lados.

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