A capital do Reino de Marrocos, Rabat, tem 1,7 milhões de habitantes e é uma das Cidades Imperiais marroquinas, tendo o seu centro histórico sido classificado como Património da Humanidade.

É uma cidade cosmopolita que se divide entre a Rabat moderna - que tem metro de superfície, museus, salas de espetáculos e marina de luxo - e a Rabat da Medina - que conserva as suas tradições no comércio e a sua arquitetura.

Durante dois dias pode ver muito de Rabat. Se quiser começar pela parte mais antiga, admire primeiro a cidade do outro lado do rio, onde está Salé, também uma cidade muito grande onde vivem cerca de 1,3 milhões de pessoas.

De Salé admire a imponência do Kasbah dos Oudayas, que se ergue na foz do rio Bouregreb e de onde tem uma panorâmica para o oceano Atlântico. Além de uma marina de luxo, são 11 quilómetros na faixa costeira que são dedicados ao turismo e lazer.

Na Medina, o comércio continua a ser feito como antigamente. Ainda que, na parte mais turística, as lojas dos souks estejam mais organizadas e com produtos que brilham aos olhos dos turistas, os pães continuam a ser vendidos em carrinhos de mão, ao lado de outras bancas de fruta e de pernas de porco.

E dentro da Medina vai esquecer que está na capital do Reino de Marrocos. Perca-se pelas ruelas e não se admire se vir alguns surfistas a passarem pelo meio das lojas, de prancha debaixo do braço, a caminho de apanhar umas ondas no mar, que é ali... a uns 10 minutos a pé.

São, então, três os bairros principais que dividem a cidade: a Medina, o Kasbah dos Oudayas e o Bairro Hassan.

No interior da Medina está o Mellah, ou seja, o antigo bairro judeu e os bazares (souks). Pelo meio, vai descobrir ruas pintadas de azul - assim como em Chefchaouen - para afugentar os mosquitos, e algumas com riscas rosa forte. Ficam ruas muito fotogénicas, como pode ver pelas fotografias.

Também dentro do Kasbah dos Oudayas vai ter diversas ruas e casas pintadas de azul e branco. Aproveite para desfrutar da vista para o mar e praias, no topo do Kasbah.

No centro está o Bairro de Hassan, onde vai encontrar a Torre de Hassan, o ex-libris de Rabat, e o Mausoléu de Mohamed V. Neste mausoléu, foram 400 artesãos marroquinos que estiveram envolvidos na realização dos pormenores decorativos, durante 10 anos. É aqui que estão os túmulos do rei marroquino e de seus dois filhos, o Rei Hassan II e o Príncipe Moulay Abdallah.

Se gosta de visitar museus, Rabat tem, desde 2014, o Museu de Arte Moderna e Arte Contemporânea Mohammed VI. É um edifício moderno, com várias salas de exposição remodeláveis e adaptadas para pinturas, fotografias, instalações artísticas... Neste vídeo poderá ver mais imagens do museu.

Onde comer em Rabat?
No Golden Tulip Farah Rabat fiz várias refeições no restaurante buffet deste hotel e come-se bem, tendo várias opções disponíveis.

Num dos almoços, em Rabat, fui até ao Restaurante Borj Eddar, que está instalado dentro das muralhas antigas, num monumento do século XVII, e que é muito procurado devido à sua localização à beira-mar.

Tem salas interiores mas, se estiver bom tempo, peça para ficar na esplanada com o cheiro a maresia a acompanhar os pratos de peixe, que são a especialidade desta casa.

Saiba mais sobre os restaurantes de Rabat aqui referidos.

Onde dormir em Rabat?
Fiquei instalada no Golden Tulip Farah Rabat, um hotel moderno e situado mesmo no centro, ao lado da antiga Medina e da marina, com vista para o rio Bouregreg (apenas alguns quartos têm esta vista).

Saiba mais aqui sobre onde pode ficar alojado em Rabat.


Estas são apenas algumas das muitas sugestões de um roteiro completo para visitar Rabat que está no Viaje Comigo. Encontre neste links mais locais para visitar e pretextos para conhecer a capital marroquina.

Quer ver mais de Rabat? Clique para observar este vídeo.

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