Agora vem outra coisa que devemos saber antes de prosseguir viagem dentro de Omã ou mesmo para quem quer largar tudo e ir viver para lá como a Mariana Costenla ou a Maria Trindade (“Portugueses pelo Mundo”): o trânsito é um descontrolo porque o que entendemos por ‘conduzir em estrada’ é diferente para eles e para outros países (relembrei, em flash, conduzir no Vietname e em Bali) mais a Oriente. Não há conceitos de piscas ou distâncias de segurança. Acidentes, aos montes. Portanto, cuidado para não serem levados pela corrente. É que ‘a fila anda’ (mas nem fila há propriamente) e terá de se juntar muito aos carros para ir e é se quiser! Crianças à frente, famílias numerosas todas encaixadas num carro (não é carrinha!). E ultrapassagens em grupos de 5 veículos, à “velocidade furiosa”. Ali ninguém tem fúria, tem a ver com hábitos do volante. Homens e mulheres conduzem carros sumptuosos e ostentam-no.

Sobre ostentação e um estilo Miami Beach no Médio Oriente: vai poder fotografar Hummers cor-de-rosa, Range Rovers verde berrante e Porches com espelhos que fazem lembrar psicadélicos de alta cilindrada. E por falar em acidentes ou embates, vem aí outro impacto para o qual deve estar preparado, mas que se desvanece ao longo do tempo. Impactos culturais são, a meu ver, uma das melhores formas de viajar e crescermos. Estamos aqui a falar de um país extremamente seguro (só atenção ao trânsito), portanto quando me refiro a impactos tem a ver com ‘contrastes’ que merecem o nosso entendimento. Decerto quando os Omanis vêm a Portugal deverão ficar estupefactos com a nossa gastronomia e as nossas formas de vestir. Mas de forma positiva, pois isso é o interculturalismo. Se não tiver essa habilidade de compreensão e de querer sentir impacto, recomendo outros destinos nos nossos artigos por aqui, no SAPO. Uma viajante portuguesa (@constenlamariana), com diferentes e profundas estadias em Omã, ajudou-me, de forma pormenorizada, a compreender e a querer visitar este país. Sem dúvida que quero!

Mas, pesquise bem antes de ir, por isso quero ajudá-lo a preparar a sua rota a esta terra Média e diferente do planeta! A minha amiga decidiu conhecer a praia, porém com expectativa de encontrar um oásis no meio da sensação de 50 graus. Meia desilusão: as praias em Muscat não são praia paraíso, é uma zona de banhos. E há blogues que as apresentam de forma diferente porque se referem a outras praias fora da capital e tem de as procurar! Alugue um carro para os seus passeios, serão seguros e económicos pois é um país caro e os taxistas exigem muito aos estrangeiros. E pode sempre pedir ajuda às portuguesas que aqui mencionamos, pois terão todo o gosto em completar os vossos itinerários.

Uma dica jeitosa: Qurum Beach. Segundo a Mariana, estarrecida uma praia na capital, achou que já não se ter de ir, enquanto estrangeira, vestida para dentro de água…ora já não é mau. Ela observou, com respeito e alguma curiosidade, como as senhoras omanis vão para o mar com abayas e sheilas. É-lhes tudo normal e é interessante de se observar. Habituamo-nos. Contudo, não convém ficar especado a olhar, não é bonito e não seria respeitoso. Culturas com as suas tradições. Mas algo de se fazer vénia: as dishdashas irrepreensivelmente brancas e muito bem engomadas. O facto de serem vestes muito longas, que arrastam pelo chão, tem a ver com algo muito interessante: eram as roupas mais utilizadas para as travessias antigas e secretas no deserto com o objetivo de apagar as pegadas.

Marque as suas pegadas na capital e depois além dela, aliás esta história continua. Há destinos que merecem vários episódios num só país. Antes de começar o seu episódio não se esqueça de alguns preparativos: reserve o seu seguro de viagem, em época pandémica sobretudo; verifique o visto e como está a condição de entrada no país para os portugueses (cenário que muda a cada dia!); leve roupa de Verão mas tem de ter sempre lenços e vestidos compridos leves para poder passear em terras de Omã (ou opte por uma bagagem mais leve e compre lá os lenços originais e coloridos, nos souks); verifique o adaptador que leva para carregar a bateria do telemóvel e da máquina fotográfica, esta vai utilizar muito; lembre-se que há formas económicas de voos para estas viagens de cerca de oito horas desde Portugal (pesquise no skyscanner!) e… nessa pesquisa pode optar por fazer um stopover no Dubai. Daqui vai-se habituando ao maravilhoso Médio Oriente. Vai sair do stopover preparado para continuar mais para lá, até ao Oriente.

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