Quem passa na rua Duque de Loulé, próximo da Praça da Batalha, não imagina o que está para lá da pequena porta envidraçada com o número 97. A fachada simples esconde dois edifícios totalmente recuperados e transformados em restaurante e guesthouse onde as tradições do norte de Portugal se misturam com o charme francês numa combinação harmónica e deliciosa.

São 10 quartos cuidadosamente decorados com cores que remetem para Portugal e França mantendo o design clássico francês e o tradicional português em sintonia. As janelas enormes enchem o espaço de luz que se reflete nas paredes brancas e nos apontamentos de cor. Todas as tecnologias estão escondidas por cortinas para não estragarem o ambiente clássico do espaço. Todos os hotéis são projetados pela Diretora Artística do Grupo, Marie Christine Mecoen, que alinha "tendências" em todos os espaços. Há limoeiros e laranjeiras em vários locais, incluindo nos quartos, uma vez que isso remete para os jardins e quintais portugueses onde as duas árvores estão muito presentes.

Cada quarto tem o nome de um casal, em homenagem aos amantes franceses e portugueses - Alexandra e Filipe, José e Joséphine, Catarina e Benoit, Eduardo e Salomé - para, assim, fortalecer os laços ancestrais entre os dois países. Dos dez quartos existentes, sete são duplos e três são familiares, para um máximo de quatro pessoas. Os preços variam entre os 180€ e os 280€ e todos têm Wi-fi  e televisão por cabo, pequeno-almoço incluído, que pode ser servido no quarto.

Cozinha francesa regada com vinhos do Douro

O restaurante representa uma viagem no Expresso do Oriente a ligar Paris ao Porto, e por isso mesmo, o espaço recria as luxuosas carruagens do comboio. Não faltam sequer as divisórias de vidro, para que os clientes sintam que estão, de facto, a viajar. É o único restaurante francês na cidade do Porto que celebra a "história de amor" entre os pratos franceses e os néctares durienses.

À mesa, a cozinha francesa e os vinhos portugueses ligam-se para dar o melhor dos dois países numa ementa idealizada pela Chef Executiva do grupo, Flora Mikula. É possível fazer as refeições no interior ou no terraço do espaço, num ambiente intimista e tranquilo que nem parece que está em pleno centro do Porto. Com a decoração sempre a remeter para a ligação entre Portugal e França, vários galos decoram o local, com pormenores em azulejo. É possível ouvir a água a correr, das pequenas fontes no local, e a banda sonora escolhida é sempre calma e bastante agradável tornando a experiência da refeição ainda mais notável.

A cozinha centra-se em pratos tradicionais da culinária burguesa francesa servidos em belíssimas panelas e pratos de ferro fundido, com os sabores reforçado pela força e elegância dos vinhos ensolarados do Vale do Douro.

créditos: Susana Sousa Ribeiro

O restaurante está aberto ao público, todos os dias, entre as 11h30 e as 23h00, com exceção das noites de domingo, em que se encontra encerrado. Além da carta apresentada ao almoço e jantar, que se altera de três em três meses, adaptando-se às estações, o Cocorico Restaurante tem ainda à disposição dos clientes carta “A toda a hora” que permite que a qualquer momento se possam deliciar com um foie gras com pão tostado ou, por exemplo, uma tosta de fiambre de trufa e queijo gratinado, entre outras sugestões. Além do serviço de refeições, o restaurante tem também um bar de cocktails.

O espaço tem capacidade para 50 pessoas e aceita reservas online.

Planos para o futuro

Ainda em 2018, o grupo tem planeada a abertura de um novo complexo em Bordéus (Domaine de Rab). Para Portugal, há o desejo de abrir mais dois espaços. Tendo começado já a pesquisar edifícios na Foz do Porto e no Douro Interior, com o objetivo de promover a trilogia habitual para cada cidade: um hotel de mar e praia, um hotel boutique na cidade e um espaço mais rural no interior.

O Grupo Millésime Collection

A escolha do nome Millésime tem duas razões de ser. Em primeiro lugar, a viagem do grupo pelo vinho, ou sobre vinhos, já que cada unidade é em zonas vínicas (Bordéus, Reims, Porto). Em segundo lugar, todos os espaços que o grupo detém têm uma história, uma alma, a que o grupo associa uma data, um milésimo de tempo para cada um deles.

A primeira unidade do grupo surgiu em 2015, quando Philippe Monnin e Alexandra Patek inauguraram uma casa de férias em Arcachon (perto de Bordéus), depois de comprarem o espaço em 2014. Atualmente, o grupo tem 7 hotéis e 8 restaurantes em França, com o volume de faturação em França a ultrapassar os 10M€.

créditos: Susana Sousa Ribeiro

O grupo investe ainda noutras áreas de negócio, através da partilha do "modo de vida francês” com uma linha de produtos e alimentos especiais, a MILLESIME MAISON; uma linha de produtos de beleza para os spas, a ECHO, e uma companhia de eventos para iniciativas especiais ao ar livre, a MILLESIME EXPERIENCE.

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