Muitas vezes, durante a manhã, o nevoeiro esconde as suas areias, a foz do rio e o seu conhecido mar bravo, porém, quando a neblina levanta, uma luz extraordinária ilumina tudo e ajuda-nos a perceber o porquê dos romanos terem escolhido o alto dos penhascos desta praia como o local para o templo “Soli et Lunae” — uma homenagem ao Sol, à Lua e ao Oceano.

A Praia das Maçãs é uma das praias mais bonitas de Sintra e à volta do extenso areal, fica uma pequena e charmosa vila que tem vários cafés e restaurantes. Nos dias de sol, as esplanadas enchem-se de pessoas que por lá se sentam a apreciar a vista e os deliciosos pratos de marisco e peixe fresco.

 A beleza e a magia da Praia das Maçãs e o que descobrir à volta
créditos: The Travellight World

Junto à praia, há também uma piscina de água salgada, um parque infantil e espaço para piqueniques. Nos extremos da praia, — quer do lado esquerdo, quer do lado direito — existem rochas onde se pode pescar com alguma estabilidade. O mar de ondulação forte faz sucesso entre os adeptos de surf e bodyboard.

O antigo elétrico vermelho e branco, que parte da Vila de Sintra, é um dos ex-libris da região e uma das formas mais agradáveis e encantadoras de chegar à praia. As maçãs que lhe dão o nome, há muito desapareceram. Diz-se que vinham pelo Rio de Colares que ali desagua e que, em tempos, passava por pomares onde a fruta madura caía na água e ia dar à praia. As macieiras, infelizmente, foram cortadas e agora não sobra uma única maçã para justificar a história.

A foz do rio, contudo, ainda lá está a correr suavemente para o mar e é muito bonito e prazeroso acompanhar os seus últimos metros “de vida” — é precisamente este encontro do rio com o Oceano Atlântico, que faz a ligação entre a Serra de Sintra e o litoral, que realmente distingue esta praia e lhe dá maior beleza e magia.

 A beleza e a magia da Praia das Maçãs e o que descobrir à volta
créditos: The Travellight World

"Diz-se que, mesmo antes de um rio cair no oceano ele treme de medo.

Olha para trás, para toda a sua jornada, os cumes, as montanhas,

o longo caminho sinuoso através das florestas, através dos

povoados, e vê à sua frente um oceano tão vasto que entrar

nele nada mais é do que desaparecer para sempre.

Mas não há outra maneira. O rio não pode voltar.

Ninguém pode voltar. Voltar é impossível na existência. Só podemos ir em frente.

O rio precisa de se arriscar e entrar no oceano.

E só quando ele entra no oceano é que o medo desaparece.

Porque só então o rio percebe que não se trata de desaparecer no oceano, mas sim de tornar-se no próprio oceano.

Osho

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