O “Casa em Todo o Lado” é o culminar de uma ideia que foi sendo amadurecida ao longo de um ano, mas que só agora se materializa. Junta três jovens empreiteiros de portugalidade (embora tenhamos o nosso zuca) e a maior estrada nacional – a terceira maior do mundo, na categoria das que atravessam países de fio a pavio. Por este leito de alcatrão, 738km serão cumpridos e documentados, numa viagem feita com “um olho no burro e o outro no cigano”, que é como quem diz, um nas pessoas e nos seus costumes, e o outro na única estrada património do país e na diversidade que, estruturalmente, ela envolve.

A premissa é testar a cada vez mais aclamada hospitalidade portuguesa, que de tão afamada já merece uns beliscões, não se torne mais uma banalidade. É uma evidência que já temos o perfume de bons anfitriões grudado à pele, mas será mesmo assim? Connosco, portugueses, será assim?

É o que vamos tentar entender neste périplo que nos levará de Faro até Chaves, no escorrer dos próximos catorze dias, para os quais não cuidaremos de estadia, tentando que os nossos compatriotas nos abram as portas das suas casas, nos mostrem o que há na medula do Portugal real, assim cunhado, deixando que nos embrenhemos nos seus dias.

Há alguma ansiedade em torno da partida, mas sobretudo a confiança de que vamos ser bem recebidos.

O que nos tranquiliza é que, a partir de hoje, não teremos onde dormir.

Quem são os viajantes do "Casa em Todo o Lado"?

Miguel Morais – 21 anos, Vila Real Santo António, nível 5 gestão e produção de cozinha em Vila Real de St António. Aos 21 já foi sub chefe de cozinha de um restaurante de referência em Tavira. Tem Paixão pela fotografia, e é o mais reservado.

Vitor Garcia Escribano – Brasileiro, São Paulo, 25 anos, licenciado em comércio exterior em São Paulo. Tem nacionalidade italiana, veio para Portugal por acaso e encontrou trabalho no Algarve como pizzaiolo, mesmo antes de ficar sem dinheiro.

Miguel Mota – Argoncilhe, Santa Maria da Feira, 22 anos, licenciado em Turismo, Território e Patrimónios pela faculdade Letras Univ. Coimbra. Já trabalhou como serralheiro, e acabou de terminar 7 meses de contrato como escanção de um restaurante de um hotel de 4 estrelas. Hotel no qual todos nos conhecemos enquanto colegas de trabalho. Dois na cozinha. Um na sala.

Texto: Casa em Todo o Lado

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