“Pretendemos retomar a viagem que tem sido desenvolvida nos últimos anos e que foi interrompida pela pandemia durante dois anos. É uma viagem no tempo, mas também uma viagem de reencontros porque do que nós estamos a falar verdadeiramente é de celebração dos povos, dos povos antigos e dos povos do presente”, afirmou hoje à agência Lusa o presidente da Câmara de Chaves, Nuno Vaz.

Durante três dias, a cidade de 'Aquae Flaviae' vai fazer uma viagem por dois mil anos de história até ao Império Romano de Tito Flávio Vespasiano.

As legiões romanas chegaram ao território há cerca de dois milénios, fixaram-se onde hoje é a cidade e distribuíram pequenas fortificações, edificaram a primeira muralha que envolveu o aglomerado populacional, construíram a ponte de Trajano, tiraram proveito das águas minerais, implantaram balneários termais, exploraram filões auríferos e outros recursos.

Este núcleo urbano adquiriu tanta importância, nessa época, que foi elevado à categoria de município, quando no ano 79 dominava Vespasiano, primeiro César da Família Flavia. Será esta a origem de Aquae Flaviae, designação antiga da atual cidade de Chaves.

Com a “Festa dos Povos” pretende-se, segundo o autarca, ligar a história, a memória aos povos de hoje, quem vive no concelho, os emigrantes que regressam, os vizinhos e os muitos turistas que, por estes dias, passam pelo território do Alto Tâmega, no Norte do distrito de Vila Real.

“É a celebração de um tempo antigo e de um tempo moderno e é esta ligação que queremos fazer”, frisou.

A "Festa dos Povos" conta com a participação de cerca de 90 expositores, entre artesãos, artífices e mercadores, e centenas de figurantes, que darão vida a mercado galaico romano e a recriações temáticas.

Participarão nesta viagem de dois mil anos, “os povos galaicos, legionários, gladiadores, senadores, mendigos, escravos, falcoeiros e divindades”.

Segundo o município, no mercado instalado entre as alamedas do Tabolado e de Trajano, nas termas de Chaves, haverá iguarias gastronómicas, festim de bebidas, simulações bélicas (luta entre gladiadores, luta galhofa e jogo com varapaus), recriações mitológicas, interpretações musicais e bailados ancestrais.

Nuno Vaz disse que, neste verão, se sente uma “azáfama” e um “fervilhar” pela cidade e pelo território, acreditando que, em 2022, se vão ultrapassar os números pré pandémicos a nível da hotelaria, restauração e no termalismo.

“Quero crer que este é o ano em que temos mais presença de pessoas, com maior intensidade, maior taxa de ocupação (…) Às vezes as noites parecem dias tal a intensidade das pessoas nas nossas zonas mais de lazer. De facto é um ano absolutamente excecional”, afirmou.

Os vários eventos promovidos pelo município têm, segundo Nuno Vaz, ajudado a atrair mais pessoas para o território, como por exemplo, esta “Festa dos Povos”, o recente festival de música “N2” ou o “Rali da Água”.

“Queremos afirmar Chaves, a centralidade de Chaves no Alto Tâmega e, ao mesmo tempo, afirmar o turismo, o termalismo e as informações que nós temos é que, quer na restauração, quer na hotelaria ou no termalismo nós poderemos, em 2022, ter um ano ainda melhor do que 2019, que foi o melhor ano de que temos registo”, salientou o autarca.

A "Festa dos Povos “ é organizada pelo município de Chaves e pela empresa Empreendimentos Hidroelétricos do Alto Tâmega e Barroso.

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