Se há cidade importante no mundo pela sua história, essa é Roma. Já foi a capital do mundo e hoje alberga os restos da nossa história, da nossa civilização, aquilo a que hoje chamamos de sociedade moderna.

Em cada esquina tropeçamos em vestígios do Império Romano e nem precisamos de mapa, basta caminhar livremente pela cidade.

“Roma não se fez num dia” e a melhor forma de descobrir as histórias por detrás da História é perder-se na capital italiana. Veja aqui o nosso roteiro de quatro dias.

Contudo, há monumentos que fazem parte da lista de qualquer viajante, mesmo daqueles que gostam de viajar sem planos ou mapas e o Coliseu é, sem sobra de dúvidas, um desses monumentos.

Mesmo antes de lá chegarmos, quando o avistamos ao longe, percebemos a sua imponência e quão grandiosa deve ter sido realmente Roma no seu auge.

27. Coliseu, Roma (Itália)

Já visitámos Roma quatro vezes e quatro vezes quisemos admirar o Coliseu.

Quando lá estamos, sentimo-nos transportados no tempo, absorvidos pela grandeza do Império Romano.

Ao lado está o Fórum Romano, outrora o centro do poder mundial. Está em ruínas, mas conseguimos imaginar perfeitamente como se vivia lá. Também ao lado está o Palatino, um pouco mais despido, é certo, mas importante porque foi aqui que nasceu o Reino de Roma. E quando falamos em nascimento temos de recuar até aos 700 a.C., só para terem noção da importância do sítio.

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Voltando ao Coliseu, considerado o símbolo de Roma, é uma das primeiras imagens que nos vem à cabeça quando pensamos na capital italiana.

A sua construção começou sob o governo do imperador Flávio Vespasiano em 72 d.C. e ficou concluída 8 anos depois, em 80 d.C., sob o regime do seu sucessor e herdeiro, o imperador Tito. Em homenagem ao seu pai, Tito batizou a construção de “Anfiteatro Flaviano”, sendo este o nome original.

A designação de Coliseu surgiu centenas de anos mais tarde, cerca do século XI, acreditando-se ter sido inspirada numa grande estátua  de Nero, que se encontrava perto do edifício, conhecida como Colosseo de Nero.

Este, que é o maior coliseu já construído, impressiona pela sua dimensão e beleza – possui uma forma elíptica com 156 metros e 190 metros em cada um dos seus eixos, contando 50 metros de altura.

Estima-se que teria capacidade para abrigar entre 50.000 a 80.000 espectadores, sendo a sua principal função a de receber espetáculos de entretenimento.

Roma, Itália

Podemos considerar um pouco duvidosos os espetáculos de entretenimento que por lá se realizavam, mas temos de perceber que os tempos eram outros, e lutas de gladiadores até à morte ou combates entre homens e animais selvagens eram algo bastante comum e apreciado naquela época.

Quando lá entramos, ainda é possível imaginar milhares de pessoas enchendo o edifício, em delírio, fazendo um barulho ensurdecedor, feras assustadas e gladiadores suados a saírem do porão.

Se deixarmos a imaginação vaguear mais um pouco pelo local, podemos quase imaginar-nos na pele do imperador pisando o púlpito e recebendo a famosa saudação que ainda hoje conhecemos "Salve César!". Chega até a arrepiar.

O Coliseu funcionou como palco de lutas até ao ano 404, quando o imperador Flávio Honório proibiu definitivamente os combates entre gladiadores.

A partir desta data, foi utilizado para diversos fins, nomeadamente como palco para teatros e recriações de batalhas famosas e até como fortaleza.

O seu declínio começou na Idade Média, altura em que foi sofrendo diversos saques, sendo grande parte do mármore e bronze da sua estrutura, retirado para ornamentar igrejas e outros monumentos católicos, acreditando-se que vieram daqui algumas peças de mármore utilizadas na construção da Basílica de São Pedro, no Vaticano.

Coliseu – Roma, Itália
Coliseu – Roma, Itália créditos: Booking.com

Felizmente, apesar destes golpes e de diversos terramotos sofridos ao longo dos séculos, a maior parte da estrutura deste colossal monumento sobreviveu até aos dias de hoje, permitindo-nos admirá-lo e conhecer melhor a História de Roma e, também, o significado de valores como sociedade ou entretenimento.

Truques para driblar a fila de espera

Compre o bilhete online com antecedência para evitar as grandes filas de bilheteira, embora não consiga escapar às filas do controlo de segurança. Ir muito cedo ou à hora de almoço pode ser uma boa estratégia para encontrar filas menores.

Tenha em conta que o bilhete de acesso ao Coliseu custa 16 euros, mas dá também acesso ao Fórum Romano e ao Palatino, por isso, se não tiver comprado o bilhete previamente online, pode optar por fazê-lo nas bilheteiras do Fórum Romano que, normalmente, têm menos gente. Existe ainda a opção de visitar o Coliseu à noite, num tour guiado, onde ficamos a saber mais pormenores sobre o monumento.

Vale a pena visitar gastar 16 euros e visitar estes três locais? A resposta é simples. Sim, é imperdível para quem visita Roma. Veja aqui neste artigo 14 coisas que os turistas não devem fazer em Roma.

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