Num mundo onde as alterações climáticas, e o seu efeito sobre a paisagem do planeta Terra, são cada vez mais evidentes, há lugares que estão a sofrer mudanças drásticas que podem vir a ter consequências globais sobre todos nós. Por formação, nós dedicámo-nos ao seu estudo e em muitas ocasiões fomos para o terreno para testemunhar e recolher dados sobre a magnitude dessas alterações, como foi o caso dos glaciares do Acongágua, na Argentina. Por isso, em 2014, decidimos explorar o Árctico, não como cientistas, mas como viajantes, de forma a conhecermos uma região tão diferente de tudo o resto, e que nos fascinava havia muito tempo.

Viajámos para a ilha permanentemente habitada mais a norte do mundo, Spitsbergen, no arquipélago de Svalbard, e a cidade de Longyearbyen, para conhecer um território agreste dominado por montanhas e glaciares, cujo tempo é regido pela noite eterna no Inverno e pelo sol da meia-noite no Verão, e que é povoado por ursos polares e raposas-do-árctico, mas também por um punhado de gente corajosa que trabalha na extracção de minério e na indústria crescente do turismo no Árctico.

Explorámos a Islândia, uma terra onde o fogo e o gelo partilham o mesmo espaço, onde alugámos um carro e fizemos um percurso circular por aquela espantosa ilha cuja paisagem nos assalta os sentidos com estrondosas quedas-de-água, vulcões activos, impressionantes glaciares e mantos de gelo, lagoas geladas e praias de areia negra com icebergues encalhados.

Finalmente, rumámos ao continente gelado da Gronelândia, onde percorremos a pé vales verdejantes do sul do território, andámos de barco nos fiordes alimentados de gelo pelos glaciares, fizemos caiaque entre icebergues de gelo azul, visitámos antigas bases de guerra, como em Kangerlussuaq, e rendemo-nos ao poder e esplendor do espantoso glaciar de Ilulissat, aquele que liberta mais gelo para o mar no hemisfério norte. Podem ver e ler a história desta aventura na galeria abaixo.

Escrevemos sobre a nossa aventura pela Gronelândia, Islândia e Svalbard no nosso blogue, Viajar entre Viagens.

E no fim deste périplo, aprendemos que o nosso poder sobre o planeta é maior do que aquele que nos é aparente. As nossas acções têm consequências notáveis sobre o ambiente, e as regiões geladas são um dos primeiros gritos de aviso do planeta, uma vez que são extremamente sensíveis a variações de temperatura. Se a nossa civilização não começar a olhar e a agir de outra forma no que diz respeito a preocupações ambientais, estes testemunhos de uma era antiga gelada desaparecerão por completo, com gravíssimas consequências para a nossa própria sobrevivência.


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