Marraquexe fica no centro geográfico e histórico de Marrocos, a um passo do Atlântico, das montanhas Atlas ou da orla do deserto do Sara. Ao final da tarde os turistas podem partir à descoberta da cidade num dos cafés à volta do centro, na praça Jamma el Fna, ainda habitada por encantadores de serpentes, e onde se podem perder pelos bazares de especiarias e artesanato, entre casas de ricos mercadores ou oficinas de azulejos e lãs para tapetes.

A beber um chá de menta ou um sumo de laranja assista à transformação da praça antes do pôr-do-sol: em poucos minutos é ocupada por uma centena de restaurantes ao ar livre, onde se petisca à vontade o cuscuz, os guisados (tagine), as espetadas de cordeiro (bruschette) e muitas saladas. À volta, a noite compõe uma grande sala de espectáculos. Pode entrar nos círculos que se formam à volta dos contadores de histórias e dos teatros ao vivo. E oiça músicos a tocar instrumentos de percussão.

O núcleo medieval da cidade – classificado Património da Humanidade pela UNESCO desde 1985 – não é um labirinto. Há atracções a não perder. Construído no século 16 por um sultão, o palácio ganhou o nome de “incomparável” (El-Badi) e tornou-se uma referência arquitectónica no mundo muçulmano. Mármores italianos, ouro do Sudão e madeira da Índia faziam parte da decoração.  Também o Palácio da Bahia, construído no final do século XIX, merece ser visto. O seu nome significa "brilho" e os jardins ocupam uma área de 8 mil metros quadrados e as 150 divisões abrem-se para diversos pátios interiores.

De carro, Marraquexe fica a cerca de um dia de viagem, mas no verão o ideal é ir de avião. O alojamento é barato, negociável e com muitas opções para os turistas.

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