Uma visita às ruínas maias de Lamanai começa com um passeio de barco pelo Rio Nuevo (rio novo) o que já em si é uma experiência fantástica pela oportunidade que dá de observar a flora e a fauna exóticas de Belize.

No decurso da viagem podemos ver várias espécies de pássaros, macacos e até crocodilos.

Depois de sair do barco, a caminhada até às ruínas leva uns 15 minutos, onde, de repente, damos de caras com o Templo da Máscara. É uma visão e tanto!

O que chama logo a atenção são as duas enormes faces esculpidas de ambos os lados da pirâmide.

Fiquei admirada de estarem tão bem preservadas, mas, rapidamente, explicaram-me que o que vemos agora são réplicas de fibra de vidro que foram criadas na frente das máscaras de calcário originais para protegê-las.

Mais uma curiosidade relativa a este edifício, cuja construção terá começado em 200 a.C., é que, quando começou a ser escavado, os arqueólogos encontraram dois túmulos — um de um homem e outro de uma mulher — enfeitados com joias feitas de conchas e jade. Pensa-se que seriam membros da realeza Maia.

Podemos caminhar livremente de ruína em ruína e explorar à vontade porque não há muita gente. A selva em redor aumenta a sensação de descoberta. Para quem gosta de arqueologia e história é fantástico.

Também é possível subir ao Templo Alto e apreciar a impressionante vista. A brisa leve que sopra no topo é bem agradável.

Na língua maia, Lamanai significa “crocodilo submerso” — uma referência aos muitos crocodilos que existem no Rio Nuevo ao lado do qual a antiga cidade foi construída.

Há muitos macacos bugio ou macacos uivadores perto das ruínas. Podemos facilmente observá-los a dormir nas árvores e ouvir o impressionante som que emitem quando comunicam entre si.

Lamanai é conhecida por ter tido um período de ocupação excecionalmente longo, tendo começado na era pré-clássica maia e continuado pelos períodos coloniais espanhol e britânico, até ao século XX. Ao contrário da maioria dos locais do período clássico, Lamanai não foi abandonada no final do século X.

A sua planta arquitetónica também difere da maioria das cidades Maia. Em vez dos templos terem sido erguidos em volta de praças centrais, os templos de Lamanai foram construídos em linha, ao longo do rio.

No local existe um museu onde podemos ver alguns dos artefactos recuperados e descobrir a história da cidade. É muito interessante.

Fiquei a saber, por exemplo, que o núcleo arqueológico inclui oito praças cerimoniais, cinco grandes templos, um grupo residencial e um porto antigo que era utilizado para o tráfego fluvial.

Para além dos edifícios e artefactos maias, Lamanai também integra as ruínas de duas igrejas católicas do século XVI e os restos de uma usina de açúcar do século XIX.

As ruínas da igreja estão carbonizadas porque os maias queimaram-nas em protesto contra os espanhóis que os queriam converter à força ao catolicismo.

O trabalho arqueológico neste local foi iniciado na década de 1970 e concentrou-se na investigação e restauração das estruturas maiores, como o Templo da Máscara, o Templo do Jaguar, o Templo Alto e o campo do jogo da bola, mas ainda há muito por fazer e descobrir.

Tenho a certeza que, daqui a uns anos, este local vai crescer em tamanho e em número de visitas, por isso, se querem evitar multidões, a hora de ir conhecer Lamanai é agora.

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Artigo originalmente publicado no blogue The Travellight World

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