Desde a antiguidade que se circulava pela esquerda. Numa época em que os cavaleiros carregavam a espada, e não sabiam com quem se iria cruzar, circulava-se pela esquerda: assim era possível protegerem-se de quem pudesse vir em sentido contrário, usando a espada na mão direita. Por essa razão, em 1300, o Papa Bonifácio VIII ordenou que os peregrinos que viajam para Roma o fizessem pelo lado esquerdo. Quando foi regulamentada a circulação na London Bridge, os ingleses seguiram o hábito de circular pelo lado esquerdo. No século XIX, tornou-se obrigatório, em todo o império britânico, que a circulação fosse feita pela esquerda.

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Tudo parece fazer bastante sentido, então, como acabamos a conduzir ao contrário dos britânicos?

No EUA, de forma a facilitar a condução das carroças, foi ordenado que a circulação fosse feita pela direita. Séculos mais tarde, Henry Ford ordenou que o volante dos seus automóveis fosse colocado do lado esquerdo, para que a circulação fosse feita pela direita.

Na Europa, a história foi outra. O hábito era circular pelo lado esquerdo, mas a revolução francesa mudou isso. Os revolucionários queriam mudar tudo, desde os nomes dos meses até à forma de circulação. A lei foi imposta em França e nos países invadidos por eles, como foi o caso de Portugal, e o hábito permaneceu.

Os ingleses continuaram a conduzir pela esquerda, influenciando as suas colónias a fazer o mesmo. Atualmente, apenas nas ex-colónias britânicas se conduz pela esquerda. A exceção é o Japão, onde sempre se circulou pela esquerda, por tradição e por influência do Reino Unido.