A palavra "museu", de origem grega, significa "templo das musas", entidades a quem era atribuída a capacidade de inspirar para a criação artística ou científica. Apesar da origem do termo, o nascimento dos museus como locais de preservação de objetos com finalidade cultural é muito mais antiga.

Vejamos, por exemplo, o caso da famosa Biblioteca de Alexandria, criada no século III a.C., por Ptolomeu Sóter. Criada, inicialmente como uma academia de filosofia, dada a sensibilidade do seu fundador para todo o tipo de artes, rapidamente se tornou numa das mais ricas e célebres coleções de estátuas, peças arqueológicas, papiros e obras escritas. Infelizmente, o seu fim trágico não permitiu que essa coleção extraordinária chegasse até nós.

Ao longo dos séculos, o interesse pelo colecionismo de obras de arte, bem como de curiosidades históricas, continuou, sendo muito impulsionada pelas grandes navegações. Criaram-se assim na Europa grandes coleções, bastante heterogéneas e de grande riqueza, como a dos Médici, em Florença.

Nesta época, tornou-se uma questão de estatuto a posse destas relíquias, fazendo com que reis, nobres e burgueses abastados de toda a Europa competissem na dimensão e valor suas coleções artísticas e até na criação de círculos eruditos e financiamento de artistas. Contudo, todas estas coleções eram de caráter privado, motivo pelo qual, em 6 de junho de 1683, foi inaugurado o primeiro museu moderno, com o objetivo de educar o público.

Surgia assim o Museu Ashmolean, fundado por Elias Ashmole e administrado pela Universidade de Oxford, com peças da sua coleção particular de curiosidades, que incluía relíquias, moedas e objetos de curiosidades como uma espada que pertenceu ao rei Henrique VIII, entre outros.

Sempre com o propósito didático a movê-lo, o museu foi-se expandindo e adquirindo novas peças para exposição, desde múmias egípcias até arte contemporânea, com o objetivo de contar a História da Humanidade ao longo do tempo e das culturas.

Atualmente, é um dos museus gratuitos mais visitados de Inglaterra, tendo recebido cerca de 1 milhão de visitantes em 2016.

Quem o visitar, pode esperar encontrar obras de Leonardo da Vinci, Miguel Ângelo e Rafael e instrumentos Stradivarius, entre outros, como mostra a fotogaleria.

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