Foto: João Leote

No segmento certo do mundo pós-pandemia

“Como vamos ter um mundo que não se degrade?” É em torno desta questão que vamos basear as nossas escolhas como consumidores quando a pandemia terminar, segundo Atílio Forte, especialista em turismo. Para o orador da conferência “Sensibilização para vertente ambiental, Açores – Rumo à sustentabilidade enquanto destino turístico”, a natureza será o tema do turismo pós-pandemia.

Tal como Atílio, o jornalista José Luís Elias acredita que serão criadas novas tendências em que a natureza terá destaque. Para José, os Açores serão um dos destinos mais aptos para responder a essas novas tendências.

Mas a oportunidade traz mais responsabilidades como também, conforme Atílio, um “turista mais exigente”.

Ainda que os Açores tenham potencial para brilhar no futuro pós-pandemia, o custo dos transportes e a existência de ilhas sem ligações diretas com o exterior são obstáculos para o seu crescimento. Também existe o perigo do turismo de massas, caso o turismo evolua sem controlo, e da implementação de grandes infraestruturas hoteleiras que poderão colocar em causa o equilíbrio ambiental do arquipélago.

“Muitas empresas vão ter que se reestruturar”, defende o jornalista José Luís Elias, alertando que existirão custos, o que fará com que os preços aumentem, algo que também poderá ajudar a controlar o número de turistas. Até porque, para o jornalista, as pessoas vão passar a viajar menos, mas com mais qualidade.

Mário Mota Borges, Secretário do Turismo Regional dos Transportes, Turismo e Energia, também marcou presença no encontro promovido pelas Casas Açorianas. Num evento em que se pensavam formas de combater a sazonalidade do turismo nos Açores e a falta de acessibilidade às ilhas, ao mesmo que tempo que se procurava preservar a sua autenticidade e natureza, o Secretário mostrou-se interessado na busca de soluções.

“Gostávamos de ter uma visão com um transporte sustentável, mas não podemos voltar para trás.”, lamenta. “O sistema à vela não é compatível”.

Deste modo, espera que no futuro surjam alternativas. “É importante saber aquilo que não quero, mesmo não sabendo aquilo que quero, já é alguma coisa”, comenta na expetativa de que no futuro existam inovações tecnológicas mais amigas do ambiente e capazes de dar resposta à questão do transporte no arquipélago.

Porque só temos um planeta, Casas Açorianas debateram o futuro do turismo nos Açores
créditos: João Leote

“Casas Açorianas representam o legado dos Açores de milhares de anos de vida pacata e natureza”

Após o espetáculo de encerramento no Auditório Municipal da Madalena, Gilberto Vieira, Presidente das Casas Açorianas, frisou a importância do turismo rural para a atividade turística regional e para a preservação dos Açores enquanto destino de natureza.

Para o Presidente, a associação tem um papel fundamental na divulgação do lado mais genuíno dos Açores, da simplicidade das populações e da riqueza ambiental e paisagística que lhe são característicos. “As Casas Açorianas representam o legado dos Açores de milhares de anos de vida pacata e natureza”, destaca, recordando que têm como propósito “valorizar a herança valiosa que recebemos”.

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