O inquérito decorreu no verão de 2015 e foi promovido pela associação Água Cristalina (que gere o programa), tendo sido distribuídos questionários a 624 pessoas adultas selecionadas aleatoriamente entre os espetadores dos espetáculos e participantes das atividades do programa Luso 3050.

O questionário pedia que as pessoas classificassem o espetáculo a que tivessem acabado de assistir usando uma escala de um a sete, em que um correspondia a "Péssimo" e sete correspondia a "Excelente".

A média total das classificações foi de 6,20, enquanto a classificação geral do programa Luso3050 teve uma média de 6,18.

"Não obstante os erros amostrais, do questionário e do processo de recolha, os resultados obtidos são fiáveis e próximos da realidade. O facto de a amostra ser consideravelmente grande contribui bastante para o ajustamento dos resultados", garantem os promotores do inquérito.

A iniciativa serviu também para conhecer melhor o género de turistas que visitam a vila termal do Luso, no concelho da Mealhada, ajudando a associação a adaptar as iniciativas.

"É também de salientar que o ‘turista tipo' do Luso tem um grau de escolaridade acima da média (59,3% completou o ensino superior) e é na sua maioria proveniente de grandes cidades, tendo por isso um nível maior de exigência cultural, o que comprova a importância de um programa cuidado que não defraude as expectativas de um público habituado ao melhor que a cultura tem para oferecer", pode ler-se nas conclusões do inquérito.

As conclusões destacam ainda "o trabalho de formação do público local que tem sido feito ao longo dos anos", garantindo que está "mais informado, mais habituado à cultura, com maior espírito crítico e mais exigente, podendo assim acompanhar o público visitante, e servir de público-base aos eventos".

O programa Luso3050 tem sido aprovado desde 2012 pela Câmara Municipal da Mealhada e pela Junta de Freguesia de Luso, sem restrições significativas, isto é, sem imposições pré-definidas para o conteúdo do programa, que é escolhido pela associação.

"Essa liberdade tem sido usada para construir e para definir critérios de construção. Com algumas oscilações orçamentais, tem sido possível desenvolver uma programação baseada em critérios de qualidade, regularidade e proximidade com o público", diz um representante da associação, que lamenta, no entanto, a redução em 20 por cento do orçamento em 2016, que ronda os 85 mil euros.

Tendo em conta as expectativas criadas no público, a associação manteve os critérios de qualidade e reduziu apenas a quantidade de espetáculos e atividades.

"Eliminámos a programação na quase totalidade de sextas-feiras dos três meses de verão e reduzimos o programa de Natal de dois meses para um pouco menos de mês. Acreditamos ter feito a escolha certa, porque o verão está a chegar ao fim e a afluência de público mantém a sua tendência".

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