“A construção da Casa dos Fósseis, integrada no Parque Natural de Santa Maria, assenta nos objetivos expressos pelo Governo dos Açores de proporcionar uma maior divulgação do rico espólio de elementos paleontológicos e geológicos existentes nesta ilha”, afirmou o secretário regional da Agricultura e Ambiente, Neto Viveiros, em Vila do Porto.

Na cerimónia, Neto Viveiros justificou a importância da obra com “a história geológica e paleontológica de Santa Maria” que “apresenta particularidades que demandam uma divulgação científica acessível a todos os açorianos e turistas, nacionais e estrangeiros” que visitam o arquipélago.

“Santa Maria é a ilha mais oriental e antiga dos Açores, possui fósseis marinhos, únicos no contexto” regional, salientou o governante, considerando que as suas jazidas “constituem um verdadeiro laboratório ao ar livre de relevância internacional”.

Para o secretário regional, a Casa dos Fósseis, investimento de 600 mil euros, “enaltece ainda os trabalhos científicos resultantes das expedições paleontológicas realizadas pelo MBP (Marine PalaeoBiogeography Working Group), liderado pelo professor Sérgio Ávila, da Universidade dos Açores”, que idealizou o espaço e o enriqueceu com conteúdos científicos e pedagógicos.

Sobre o espaço, Neto Viveiros referiu que “proporciona uma viagem em 3D pela formação geológica da ilha, do passado ao presente, focando a importância da riqueza paleontológica da ilha no contexto internacional”.

“Além disso, os visitantes ficarão a conhecer alguns investigadores de prestígio mundial com destaque nas áreas da geologia, paleontologia, biogeografia e estratigrafia”, assinalou, realçando ainda que “a audição e o tato são outros dos sentidos despertos na visita à Casa dos Fósseis”.

Neto Viveiros explicou que “os visitantes poderão sentir os fósseis de Santa Maria e ouvir o som das jazidas fossilíferas, onde o mar se encontra com as rochas”, adiantando que a Casa dos Fósseis surgiu no contexto do projeto de criação da Rota dos Fósseis.

“Apesar de origem vulcânica – como todas as ilhas dos Açores –, Santa Maria distingue-se das restantes por ser a mais antiga do arquipélago, com cerca de oito milhões de anos, por ser aquela em que há mais tempo não se registam erupções vulcânicas (há já cerca de dois milhões de anos), e por ser a única ilha com abundantes fósseis marinhos em várias jazidas fossilíferas”, apontou.

Quanto à rota, Neto Viveiros destacou que quer “apresentar, com critérios científicos e adaptado ao turismo de preservação, cinco trilhos de grande importância paleontológica e evolutiva da ilha”, estando em curso o processo de classificação de Santa Maria como paleoparque.

“Numa perspetiva de continuidade e complementaridade do projeto Rota dos Fósseis, o paleoparque de Santa Maria pode colocar novos conteúdos à disposição das empresas que exploram o turismo de natureza”, acrescentou o secretário regional da Agricultura e Ambiente.

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