Os guias, que fazem parte da coleção “Império, destino e sonho”, são uma parceria editorial entre a Porto Editora e o Turismo de Portugal, e foram publicados os títulos “Lisboa”, “Évora e Elvas” e “Sintra”.

No volume sobre a capital, cuja canção, o fado, foi eleita Património Imaterial da Humanidade, em 2011, afirma-se que esta foi “a cidade que, através da aventura dos nossos navegadores, foi a primeira na Europa a globalizar-se”.

O livro propõe três percursos, passando por vielas, museus, jardins, miradouros, ruas de casario antigo, igrejas e palácios. O primeiro, “Lisboa quinhentista” vai da Torre de Belém, “a pequena e simbólica guardiã do império mítico”, como se lhe refere na obra Guilherme d’Oliveira Martins, até Alfama, passando pela praça do Império, onde se ergue o Mosteiro dos Jerónimos, que tal como a Torre de Belém, foi classificado como Património Mundial, e sinaliza, entre outros, a igreja da Memória, o antigo Paço Real da Ajuda, atual monumento nacional, o Museu Nacional de Arte Antiga, a Igreja da Conceição, a velha, e já em plena Alfama, o palácio das Ratas, onde está instalado o Chafariz d’el Rei, e as cercas moura e fernandina.

Os outros dois roteiros são “As sete colinas”, que inclui os elevadores de Lisboa, e vai da Mouraria à basílica da Estrela, passando pelo castelo de S. Jorge, Panteão Nacional, Sé, basílica de Stº. António, teatro romano e Chiado, e “Lisboa iluminista”, focalizada no período do marquês de Pombal, e na reconstrução da capital após o terramoto de 1755. Esta rota vai do aqueduto das Águas Livres, mandado erigir por D. João V, e que não sofreu danos com o terramoto, até à rua dos Douradores, na baixa, passando pelas Amoreiras, a denominada “baixa pombalina”, a estátua equestre de D. José, de autoria de Machado de Castro e o café martinho d’Arcada, um dos locais frequentados pelo poeta Fernando Pessoa.

As cidades de Évora, património mundial da humanidade, e Elvas, cuja fortaleza foi recentemente classificada pela UNESCO, constituem, um só guia, que não abarca apenas as cidades alto-alentejanas, como os seus arredores e municípios de interesse monumental como Estremoz, onde morreu a Rainha Santa Isabel, Évoramonte, onde se assinou a convenção que pôs fim á guerra civil portuguesa (1828-1834) ou S. Pedro do Corval com a sua cerâmica específica, ou Vila Viçosa, cidade natal de Florbela Queiroz, e berço da dinastia de Bragança.

O volume dedicado a Sintra, classificada como Paisagem Cultural da Humanidade foi desde o início da monarquia portuguesa até à República, um local de lazer da família real e aristocracia.

Para esta vila, a pouco mais de 30 quilómetros de Lisboa, são propostos quatro roteiros: “A vila e a serra”, “Sintra e os românticos”, “A várzea de Sintra e a região saloia” e “A linha de Cascais”, este último, na faixa litoral.

Sintra é plenamente referida ao longo dos séculos pelas mais distintas personalidade, de militares a poetas, diplomatas e comerciantes endinheirados.

O roteiro “A vila e a serra” propõe um percurso do paço de Sintra, antigo edifício mudéjar, paço real, onde o arquiteto Raul Lino fez uma intervenção em meados do século XX, até à capela de Saturnino, em pleno parque natural de Sintra-Cascais, ao lado da capela da Senhora da Pena. “Sintra e os românticos” propõe um traçado da quinta da Regaleira, do “Monteiro dos milhões” até ao palácio de Monserrate, com etapas nos palácios de Seteais, da Pena, parque da Pena e Chalet da condessa d’Edla. O quarto percurso, da várzea à região saloia, percorre do cabo da roca ao palácio de Queluz, passando, entre outras etapas, por Colares, o santuário megalítico de Odrinhas o Real Edifício de Mafra e a Quinta da Penha Longa.

Finalmente, o último percurso faz-se pela linha de costa, do palácio dos duques de Palmela, em Cascais até ao Estoril.

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