No seu site, a Koryo Tours, uma empresa popular entre os ocidentais que querem viajar para a Coreia do Norte, diz que foi informada, a 13 de agosto, de que "todas as solicitações de visto estavam congeladas".

O governo não deu nenhuma razão para a mudança, disse a Koryo Tours, acrescentando que a medida estará em vigor até 9 de setembro, data das celebrações do 70º aniversário da República Popular Democrática da Coreia (RPDC), o nome oficial do regime.

A data é, com frequência, comemorada com grandes desfiles militares, ou espetáculos, nos quais milhares de pessoas executam impressionantes coreografias.

O presidente chinês, Xi Jingping, está entre as autoridades que devem assistir aos festejos.

Durante o seu discurso de Ano Novo, o líder Kim Jong-un declarou que os norte-coreanos "celebrariam o 70º aniversário de sua República como um grande acontecimento".

Desde o início de 2018, a península tem estado a passar por algumas mudanças, após anos de atrito pelos programas nuclear e balístico da Coreia do Norte, que lhe valeram uma onda de sanções internacionais.

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Este período ficou marcado por duas reuniões entre Kim e o presidente sul-coreano, Moon Jae-in, e uma reunião histórica entre Kim e o presidente americano, Donald Trump.

Kim comprometeu-se a trabalhar a favor da desnuclearização da península, uma fórmula vaga, sujeita a diversas interpretações.

Até o momento, Pyongyang não adotou nenhuma medida confirmada e denunciou as exigências "unilaterais" dos Estados Unidos e os seus "métodos de gangsters".

Ao mesmo tempo, os Estados Unidos pediram à comunidade internacional que mantenha as severas sanções contra Pyongyang.

Ainda não se sabe se, nesse contexto, a Coreia do Norte exibirá neste aniversário o seu mais potente armamento, como costuma fazer nesse evento.

Fonte: AFP

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