Exótico, repleto de contrastes, uma natureza surpreendente. A Malásia é um destino completo para quem procura ambientes citadinos cheios de vida e paraísos de águas cálidas com praias de areia branca pintadas do verde das palmeiras. O país está dividido em dois territórios: o sul da Península Malaia, fazendo fronteira com a Tailândia, e ilhas adjacentes e o norte da ilha de Bornéu. Pelo meio, o mar do Sul da China rico em corais surpreendentes e peixes coloridos de todas as cores, de muitos tamanhos e formatos. Um país que vale a pena descobrir.

Dada a riqueza dos seus recursos naturais, este é um país com um desenvolvimento acelerado nos últimos anos. A Malásia é o maior produtor de estanho e de borracha do mundo. O seu território possui uma biodiversidade única com cerca de 15 mil espécies de animais e plantas que apenas encontramos aqui. Calcula-se que tenha mais de 20% das espécies do mundo. Por exemplo, este território guarda cerca de 600 espécies de pássaros e 210 espécies de mamíferos. É na Malásia que se encontra a maior flor do mundo – a rafflésia – que pode medir até 60 centímetros.

Religião

A religião oficial é o islamismo, mas há budistas, cristãos e hindus. Os malaios representam cerca de 60% da população, embora os chineses sejam já cerca de um quarto do total dos residentes. Nas ruas, a maioria das mulheres anda com as pernas e os braços tapados, de acordo com a religião muçulmana. Usam o hijab, uma espécie de lenço que lhes tapa o cabelo, as orelhas e o pescoço, sempre que estão na presença de homens. Algumas, mais radicais, vestem burka (andam de cara tapada, apenas existindo uma rede na zona dos olhos).

Dada a diversidade da população e a presença de turistas, é também frequente ver-se mulheres a vestir calções e manga curta. No entanto, em locais religiosos é obrigatório tapar as pernas. Aconteceu-me quando visitei as Batu Caves, a cerca de 15 quilómetros da capital Kuala Lumpur, um dos maiores templos hindus fora da Índia. Como estava de calções, tive de usar um lenço que é fornecido à entrada do monumento mediante o pagamento de um valor simbólico.

Batu Caves
Batu Caves créditos: Starting Today

Clima

A Malásia está localizada pouco acima da linha do Equador, o que explica o clima quente e a humidade próxima dos 90%, durante todo o ano. Mal saímos à rua, sentimos a roupa colar-se ao corpo. A temperatura do ar ronda os 30 graus, embora a sensação seja de mais calor e a reduzida amplitude térmica entre o dia e a noite faz com que todos os estabelecimentos locais tenham o ar condicionado sempre ligado, originando mudanças drásticas da temperatura do nosso corpo.
Nem a chuva que cai quase todo o ano é suficiente para arrefecer o ar. A localização é propícia a monções que atingem, sobretudo, o sudoeste do território de abril a outubro e o nordeste, entre outubro e fevereiro. Mesmo assim, a melhor altura para visitar este país corresponde ao nosso verão, entre junho e outubro.

Planeamento

O ideal será planear a viagem com um mínimo de seis meses de antecedência porque os preços dos voos podem ser mais apetecíveis. Sempre que viajo para a Ásia, opto pela companhia aérea Emirates, que tem dois voos diários a partir de Lisboa para o Dubai, uma viagem que demora cerca de sete horas. Daí, até à Malásia, são cerca de seis horas e meia.

Para selecionar hotéis, uso os portais Booking, Agoda e Hotels. Depois de verificar os preços nos vários sites, procuro também os valores nas páginas dos próprios hotéis, pois, por vezes, estes praticam descontos mais apetecíveis. Há também os sites que permitem comparar preços, como é o caso do Momondo.

Transporte

A Malásia possui um sistema moderno e amplo de transportes. Na capital Kuala Lumpur, a rede de metro e de comboio está muito bem estruturada e é relativamente fácil entendermos os procedimentos de compra de bilhetes e de localização das estações. E existem sempre balcões com funcionários, onde nos ajudam a esclarecer as questões que possam surgir. Em alguns transportes, como o metro ou o comboio, há lugares devidamente identificados que se destinam exclusivamente a mulheres.

Para viajar da capital rumo às ilhas paradisíacas, por exemplo, existem várias possibilidades: de avião, comboio ou autocarro, além do táxi. O site www.rome2rio.com permite-nos fazer uma pesquisa do local de origem para o destino, dando-nos uma lista das opções, conjugando os vários transportes disponíveis. Dá-nos ainda uma previsão do tempo de duração da viagem e dos valores que vamos gastar. No meu caso, de Kuala Lumpur, fui para a ilha Redang, a nordeste, pelo que tinha de apanhar o ferry em Terengganu.

De autocarro, a viagem demoraria mais de seis horas enquanto de avião durou cerca de 50 minutos. Como já conhecia a companhia aérea low cost Air Asia, pela qual já tinha voado algumas vezes nas Filipinas, optei por fazer a viagem de avião. Os preços são muito apelativos, pelo que não se justifica o autocarro. Entre o aeroporto e o porto, optei por apanhar um táxi, pois não queria arriscar perder o ferry que faz apenas três viagens por dia.

Foi já quando estava de regresso a Portugal que descobri a Grab, uma empresa de transporte de Singapura (a Uber não funciona na Malásia), que pratica preços muito mais apetecíveis do que as dos táxis.

Barco de transporte entre ilhas
Barco de transporte entre ilhas créditos: Starting Today

Segurança

A Malásia é um país seguro. Mesmo assim, o Portal das Comunidades Portuguesas aconselha os viajantes a circular apenas com uma cópia do passaporte, deixando, sempre que possível, o documento original no cofre do hotel, dado ter aumentado o número de roubos a estrangeiros, sobretudo por esticão.

Moeda e Língua

A moeda local é o Ringgit (MYR), que vale cerca de um quinto em relação ao euro. Um ringgit equivale a cerca de 0,2 euros.

A língua oficial é o malaio, mas também se fala inglês e chinês. A colonização britânica teve uma influência marcante no país. Por exemplo, a condução faz-se pelo lado direito.

Fuso Horário

Em horário de verão, a diferença é de mais sete horas.

Saúde

É aconselhável fazer um bom seguro de saúde.

Além disso, na mala devemos levar sempre alguns medicamentos básicos, sobretudo anti-histamínicos, anti-inflamatórios, analgésicos e antidiarreicos. É também importante utilizar repelente e, ainda assim, ter uma pomada que alivie as picadas de insetos.

Entrada

É necessário ter um visto apenas para estadias superiores a 30 dias. Para os restantes casos, basta o passaporte cuja de validade seja no mínimo, à data de entrada, de seis meses.

Por Helena Simão, blogger do Starting Today

Newsletter

Receba o melhor do SAPO Viagens. Semanalmente. No seu email.

Na sua rede favorita

Siga-nos na sua rede favorita.