Os media

Atualmente, temos acesso a uma vasta gama de informação na ponta dos nossos dedos. De acordo com o Social Media Today, os jovens passam mais de nove horas por dia nas redes sociais virtuais, talvez seja uma das razões porque os milenials desejam ter aventuras cheias de emoção. Já no passado, o acesso a informação era mais restrito. A inspiração surgia do “boca a boca”, anúncios de viagens na imprensa, livros, documentários e filmes.

A gestão das finanças

Os travelers cheques (cheques de viagem) e os cartões de crédito costumavam ser uma das melhores formas de transportar dinheiro e efetuar pagamentos no estrangeiro. Contudo, os horários e as filas nos bancos tornavam a tarefa de os adquirir bastante cansativa. Na Europa, também ainda não existia a moeda única. Atualmente, existem cartões alternativos que não cobram comissões como o Revolut, que permitem acompanhar os seus gastos online, fazer reservar antecipadas e transferir dinheiro de forma gratuita.

O passa-a-palavra e os guias turísticos

Para planear a sua viagem, era normal contactar primeiro amigos e familiares. Contudo, nem sempre foi possível e, nessas situações, os viajantes tinham que confiar nas recomendações de livros de guias turísticos, mapas ou outras instruções dos locais. Hoje em dia, é bem mais eficaz descarregar antecipadamente mapas no Maps.me ou Google Maps, ou então utilizar as opções dos serviços de roaming da nossa conta, wifi ou comprar um cartão SIM local.

Reservar alojamento

Atualmente é fácil fazer uma reserva de um quarto ou cama de hostel através do smartphone. Assim se estiver a fazer uma grande viagem por um país, pode utilizar o wifi dos hostels em que está hospedado para fazer as próximas reservas. Há três décadas, era necessário mergulhar nos livros de guias turísticos ou bater a porta de um hostel e rezar que tivessem uma cama livre. Caso não, tentar no próximo.

Entretenimento

Atualmente existem os Kindles, Netflix, Spotify, iPads e smartphones para nos entreter durantes as viagens longas de autocarro ou comboio - e ainda assim não deixam de ser aborrecidas… Agora imagine como era antigamente? Ficaria sem nada para se distrair assim que terminasse de ler o seu livro ou a conversa com a pessoa ao seu lado.

Comunicar

Quer manter contacto com os seus amigos e família do outro lado do mundo? Há 30 anos era possível, porém, os custos e as vezes a acessibilidade faziam com que “dar notícias” durante a viagem fosse raro. Cartas e postais era a forma mais utilizada de manter contacto e às vezes demoravam semanas a chegar. Não era possível enviar mensagens instantâneas, nem existiam as redes sociais que hoje temos.

As memórias das viagens

Todo o cuidado era pouco. Era preciso ter atenção com os rolos já cheios para chegarem intactos a casa. E nunca se sabia se se conseguiu tirar a foto a perfeita. Normalmente, só havia um “shot” para cada momento. A ansiedade era grande.

Atualmente, é tudo instantâneo. Conseguimos ver as fotos mal tiramos e partilhá-las facilmente. Para o site The Culture Trip, poder-se-á ter perdido alguma da magia de estar mesmo do outro lado do mundo. Hoje em dia, há uma parte de nós que fica ou leva consigo aquilo a que chamamos “caça”, graças à tecnologia. Na sua próxima viagem, conseguirá, por uma semana, deixar o smartphone de lado?