Depois de planearem um casamento juntos, prometerem ficar juntos, saírem da igreja juntos e, provavelmente, dançarem juntos na festa de casamento, chega o momento de irem de lua de mel... separados.

De acordo com o jornal norte-americano The New York Times, viajar sozinho, longe do cônjuge, é uma nova tendência de lua de mel, que apelidaram de "solomoon" e "unimoon".

"Nenhum de nós queria ir para onde o outro ia. E, quando voltámos a Dublin, cada um tinha imensas histórias, estávamos ainda com a adrenalina da viagem e estávamos realmente felizes por nos vermos novamente para partilharmos as nossas histórias: foi a lua-de-mel imperfeita perfeita", contou aoThe New York Times Irene O’Brien, que recentemente se casou com Mel Maclaine.

A sociologa Jessica Carbino defende que a ideia de lua de mel em separado é uma evolução do conceito de casamento. "Tendo em conta que para a maioria dos casais de hoje, o casamento e as relações são considerados demasiado consumidores, com o parceiro a ter de satisfazer todos os papéis - físico, espiritual, emocional e sexual - talvez férias em separado seja um reconhecimento entre alguns casais que todas as expectativas não podem ser realizadas por apenas uma pessoa".

Alguns especialistas, no entanto,  afirmaram que isso poderia trazer problemas para o casal. Helen Fisher, investigadora do Instituto Kinsey, disse ao The New York Times que três sistemas cerebrais são acionados quando se está de férias com o parceiro: o amor romântico, o apego profundo e o desejo sexual. Ao não passarem a lua de mel juntos, estes não são acionados.

No Instagram, quase 1500 publicações com a hashtag #solomoon mostra a realidade dessa nova tendência, onde os recém-casados decidem ir de férias sozinhos depois do casamento.

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