Este castelo, hoje em ruínas, testemunhou a glória e a queda da Grande Morávia e foi explodido pelo exército de Napoleão. Continua porém a ser uma obra impressionante, classificada como monumento cultural nacional da Eslováquia e uma visita a Bratislava tem necessariamente de passar por aqui.

O Castelo está situado em Devín, na periferia de Bratislava, a cerca de 12 km do centro da cidade. Para o visitar basta apanhar o autocarro 29 na paragem “Most SNP” (sob a ponte UFO) e em 20 minutos estamos lá. "Štrbská“ é o nome da paragem onde devemos descer (fica dentro de um grande estacionamento com um hotel e alguns restaurantes).

Depois de uma curta caminhada, passamos pela bilheteira e entramos pelo portão principal de pedra que nos conduz até aos terrenos do castelo.

Toda a área transmite uma sensação medieval: as antigas casas geminadas ao pé do castelo, as ovelhas a pastar nos terrenos adjacentes, as enormes muralhas…

Para visitar o castelo e o museu que fica no seu interior temos de comprar bilhete, mas quem apenas quer ver o exterior e passear ao longo da margem dos rios para apreciar as incríveis vistas, não precisa de o fazer.

As ruínas do castelo em si, e o museu são interessantes, mas realmente o que nos fica na memória são as panorâmicas proporcionadas pelos vários miradouros. Em boas condições climáticas, consegue-se ver até Viena e os Alpes! Não é à toa que tantas batalhas foram travadas por este lugar.

Castelo de Devín
Travellight e H. Borges

Como todos os castelos medievais, Devín também tem as suas lendas. A mais conhecida é a da Torre da Donzela, onde dizem, aparece o fantasma de uma noiva que se suicidou, saltando dali no dia do seu casamento.

Mas o Castelo Devín esconde mais segredos sombrios, alguns da História recente. Até 1989 passou por aqui a denominada “Cortina de Ferro” — uma cerca de arame farpado que impedia as pessoas de leste de fugir para o ocidente. A Áustria esteve sempre muito próxima, mas durante quarenta anos essa distância foi inatingível e muitas pessoas perderam a vida na tentativa. Hoje as suas mortes desnecessárias são honradas num memorial que recorda os nomes das vítimas.

Depois da visita, se optarem por passar a tarde na região, podem almoçar no restaurante do hotel que fica no parque de estacionamento ou num dos outros restaurantes tradicionais que oferecem especialidades locais como pernil de porco assado ou goulash.

Castelo de Devín
créditos: Travellight e H. Borges

Um passeio mais demorado ao longo da ciclovia que percorre a margem do rio, permite descobrir florestas de várzea e prados aquáticos que abrigam castores.

A extremidade superior do parque de estacionamento marca o início de um caminho azul sinalizado que nos leva para fora da aldeia. Depois de trinta minutos de subida estamos numa trilha paralela ao Morava que conduz à colina de Sandberg.

Os prados estão pontilhados de flores, intercalados com bosques e é difícil manter a concentração e não nos perdermos no caminho tão fascinantes são as vistas do Morava e da Áustria além do rio. Depois de mais de meia hora de caminhada, os penhascos abrem-se à nossa frente e se olharmos com cuidado, conseguimos ver fósseis de mexilhões na areia, isto porque esta zona já foi a costa de um oceano há milhões de anos atrás. O caminho leva-nos até à vila de Devínska Nová Ves. Podemos regressar a Devín de autocarro ou caminhar de volta ao longo do rio Morava até ao parque de estacionamento.

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