“Somos amantes do desporto, amantes da natureza, viciados em aventura, doadores de boa energia. Nós somos o Povo das Flores!”, assim define Luciana Cox, responsável  pela Flower People X, a empresa que trabalha na área do desporto de natureza, com experiências customizadas, como é a Padlle Batlle, que acontece no Parque Natural Regional do Vale do Tua (PNRVT).

Nesta competição os atletas competem em equipa de homem e mulher e fazem alternadamente duas provas: uma corrida de montanha, que este ano aconteceu num dos Percursos Pedestres do PNRVT, o Trilho do Tua - Vieiro – Freixiel, representando 22km (ida e volta), com um nível de execução difícil, e uma prova de stand up padlle, no rio Tua, que obrigou os participantes a remar dez quilómetros.

A equipa que termina a prova em menor tempo, respeitando todas as regras, é a que vence, mas o melhor prémio da competição não é atribuído aos mais velozes, mas sim aos que, pelo caminho, recolhem mais lixo. “Onde vamos deixamos sempre o local melhor do que o encontramos”, sublinha Luciana Cox. Os atletas, em terra ou na água, levavam sacos do lixo e nenhum regressou de saco vazio, aliás, alguns encheram vários sacos de lixo.

“É este sentimento e esta postura que nós queremos no Vale do Tua, pessoas que aqui realizam atividades desportivas, amigas do ambiente, pessoas que notoriamente são amantes da natureza, sentem prazer em aqui estar e que têm esta atitude positiva, de enorme respeito e valorização pelo meio ambiente. O maior prémio desta prova é o “catalixo”, vai para quem recolher mais lixo e isso diz tudo sobre esta iniciativa”, defende Artur Cascarejo, diretor do PNRVT.

Vale do Tua recebe competição de Padlle Batlle que premeia quem apanhar mais lixo pelo caminho
créditos: DR

Luciana Cox emociona-se com facilidade e chora de alegria porque cai chuva no meio de uma tarde abafada, emociona-se por  estar rodeada de natureza e emociona-se porque os parceiros da organização e a comunidade acolheram calorosamente a iniciativa e os participantes. E esta emoção é contagiante, sente-se na linguagem, no olhar na tranquilidade, nos abraços e nos sorridos.

“É isto que nós queremos, pessoas que visitem a nossa região e que, como nós, se sintam abençoados por poderem usufruir desta natureza”, comentava o presidente da Câmara Municipal de Vila Flor, Pedro Lima, concelho que esta ano acolheu a competição.

A Paddle Batlle conta com a parceria do PNRVT e realiza-se rotativamente e cada um dos cinco concelhos que integram esta área protegida. Arrancou em Carrazeda de Ansiães, seguiu para Alijó, este ano foi acolhida por Vila Flor e falta ainda Murça e Mirandela.

Vale do Tua recebe competição de Padlle Batlle que premeia quem apanhar mais lixo pelo caminho
créditos: DR

Vila Flor, pelo nome, apaixonou de imediato o “povo das flores”, que para este evento específico usou como slogan “Espalhe amor por onde Flor”.

A empatia foi mútua. A autarquia envolveu a comunidade e as coletividades no evento.

Um artesão local, Bruno Pires, fez os troféus para os vencedores, outra artesã, Paula Martinho, bordou os sacos de pano onde foram colocadas as lembranças. O Rancho Etnográfico de Freixiel, a Associação Concordas com Arte, de Vila Flor, e os seus grupos de cavaquinhos e bombos, garantiram a animação à chegada e no final, mas também em alguns pontos de passagem e de apoio aos atletas.

Com sol e chuva à mistura, o sentimento de felicidade entre os participantes era visível. Cristal Shum, chinesa, está há apenas dois meses em Portugal, em Lisboa, soube da iniciativa pelas redes sociais e aventurou-se a participar. “É fantástico, estou encantada, eu vou voltar sempre, isto é maravilhoso”, afirmava. Os 20 atletas participantes, de diferentes nacionalidades (portugueses, holandeses, brasileiros e chineses), na sua maioria, não conheciam a região. “A descoberta não é só para eles, nós que cá vivemos às vezes precisamos de observar esta visão diferente que quem nos visita traz”, referia Pedro Lima, percebendo-se como as emoções que este grupo de pessoas partilhavam são contagiantes.

Vale do Tua recebe competição de Padlle Batlle que premeia quem apanhar mais lixo pelo caminho
créditos: DR

Fazer as provas “não são flores”, a competição é exigente e até alguns atletas já muito habituados à competição admitiam de correr 22 Km em montanha, com nível de execução difícil, e remar 10 Km é esgotante.  “É bastante duro, mas depois com convívio e toda esta animação, esquecemo-nos e ficamos com vontade de repetir”, confessava ao terminar as provas Marco Santos.

“Good Vibes”, património, cultura, arte e tradição, gastronomia, uma natureza arrebatadora e pessoas entusiasmadas por viver experiências intensas, garantiram a alegria e animação de mais uma edição da Padlle Batlle no PNRVT. Esta área protegida tem como slogan “O destino do Amor: quem cá vive ama o Tua, quem cá vem apaixona-se também”. Um slogan que apaixonou esta peculiar empresa, que junta aventureiros e para aproveitar as “bênçãos” da natureza.

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