Foto: "Montanha mágica" Tigre e Tartaruga. Por: Francesco Carovillano

À distância de um voo direto para Dusseldorf ou Dortmund, o Vale do rio Ruhr, com cerca de 116 quilómetros por 67 e 11 cidades, é uma autêntica revelação: conta com 200 museus, 100 centros culturais, 100 salas de espetáculos, 120 teatros, 250 festivais e cerca de 3500 monumentos industriais.

É, também, uma excelente região para explorar de comboio ou de bicicleta, por exemplo, percorrendo parte da Ciclovia do Vale do Ruhr. Com um total de 240 quilómetros, predominantemente à beira-rio, passa por florestas, prados, castelos, típicas casas em enxaimel e, claro, antigas instalações industriais reconvertidas.

Não admira, portanto, que a revista National Geographic tenha eleito o Vale do Ruhr como um dos 25 destinos a descobrir este ano, na categoria ‘sustentabilidade’. Um destino diferente, surpreendente, do qual lhe deixamos algumas sugestões de visita.

De mina a Património UNESCO

Outrora a maior mina de carvão da Europa, a Zeche Zollverein foi encerrada em 1986 e deu lugar a um espaço surpreendente, classificado Património Mundial pela UNESCO em 2001. Situado no norte de Essen, Capital Verde da Europa em 2017, o complexo industrial acolhe nos seus 100 hectares o Ruhr Museum, como o nome sugere dedicado à região, bem como o Red Dot Design Museum, projetado pelo arquiteto Norman Foster, com clássicos e objetos do quotidiano inovadores que foram galardoados com o reconhecido Red Dot Design Award. Visitas guiadas por antigos mineiros, exposições, concertos, espaços verdes, pista de gelo, piscina (que é também uma obra de arte), o restaurante Casino, onde a cozinha regional é reinterpretada –  Zeche Zollverein é um mundo e merece mesmo uma visita.

Muita arte na Ruhrtriennale

Trata-se de um festival internacional de artes que abrange música, teatro, dança, performances, instalações e literatura e decorre em vários locais, nomeadamente no Zeche Zollverein, em Essen, e noutros antigos espaços industriais das cidades vizinhas Bochum, Duisburg e Gladbeck. A próxima edição terá lugar de 11 de agosto a 18 de setembro. Este é apenas um dos muitos eventos na região, com festivais a sucederem-se, especialmente no verão.

Na montanha russa, a pé

Surgiu no âmbito da Capital Europeia da Cultura Ruhr 2010, pelo que não é uma novidade, mas continua a ser uma das atrações mais fotografadas da região: é a ‘montanha mágica’ Tigre e Tartaruga, obra de arte de Heike Mutter e Ulrich Genth instalada em Duisburg. Uma montanha-russa para percorrer a pé, tem cerca de 2,7 quilómetros e atinge os 20 metros de altura, permitindo ver, lá do topo, desde o centro da cidade até Dusseldorf, a cerca de 30 quilómetros. Está sempre aberta ao público e a visita é gratuita.

Gasómetro cultural

Foi o maior reservatório de gás da Europa até ser convertido, na década de 90, num surpreendente espaço cultural. Chama-se Gasometer, fica em Oberhausen e reabriu no último inverno, após dois anos de obras de manutenção. Organizada em parceria com o Centro Aeroespacial Alemão, a atual exposição chama-se “Paraíso Frágil” e aborda a beleza da natureza e a influência do homem no ambiente. Vale a pena visitá-la, assim como subir ao topo do edifício para usufruir da vista panorâmica que se estende por 35 quilómetros.

Alojamentos originais e sustentáveis

Uma experiência bem diferente é a que proporcionam alguns dos alojamentos no Vale do Ruhr. Que tal fazer férias num barco-casa movido a pedais? É quase como andar de bicicleta mas na água e, quando o “condutor” se sente cansado pode ancorar – ou ligar o motor, claro. Casas flutuantes constituem outra alternativa, estas com todas as mordomias, incluindo terraço e sauna finlandesa. A opção mais original permite dormir em… condutas de cimento, como as usadas nos esgotos, obviamente transformadas em cómodos quartos, com janela. Aqui o preço é o que se desejar pagar pois trata-se de um projeto de uma entidade sem fins lucrativos.

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