"Em julho e agosto, superamos os dois milhões de visitantes, algo que não víamos desde 2019", afirmou o ministro do Turismo grego, Haris Theocharis.

No coração do bairro turístico Plaka de Atenas, Napoleon, proprietário de uma taberna, disse que a época superou as suas previsões em mais de 50%.

Mas Zimi Mistiopoulos, um dos gerentes do hotel Byron, considera que os números estão abaixo dos de 2019, com apenas dez dias lotados em comparação com a temporada de há dois anos.

"Os turistas estavam lá, mas não compraram tanto quanto antes", destacou Dimitris Papachristodoulou, gerente de várias lojas de souvenirs. Papachristodoulou lamentou especialmente a ausência de americanos e chineses, "os que mais consomem".

Também não havia americanos e chineses na Itália, onde Walter Pecoraro, proprietário do hotel Cosmopolita de Roma e presidente da associação de hoteleiros da região, disse que "há em média três ou cinco quartos ocupados, do total de 82 de um hotel".

"O turismo romano é 80% de estrangeiros e, deles, 80% é de americanos e asiáticos", explicou Pecoraro à AFP. Segundo a associação, 600 hotéis dos 1.200 de Roma estavam abertos este verão, com uma taxa média de ocupação de 30% a 35%.

"Um pouco de oxigénio"

A Espanha, segundo destino turístico mundial depois da França em 2019, recebeu em julho 4,4 milhões de visitantes, 78% a mais do que em 2020, segundo o Instituto Nacional de Estatísticas, mas longe dos 9,9 milhões de 2019, antes da pandemia.

A época de verão forneceu "um pouco de oxigénio" ao turismo, mas principalmente graças "ao mercado nacional", comentou à Rádio Intereconomia o secretário-geral da associação Mesa del Turismo, Carlos Abella.

A costa mediterrânea foi favorecida, especialmente a Catalunha, onde os estabelecimentos registaram uma taxa de ocupação de 95% em agosto.

Os franceses foram os mais numerosos (874.000), seguidos pelos alemães (707.000) e os britânicos (555.000), que outrora eram o primeiro contingente de visitantes estrangeiros.

Estes últimos optaram por ficar em casa, assustados com as constantes alterações nas restrições às viagens ao exterior e pelo alto custo dos testes de COVID-19 que precisam de realizar, segundo a Associação Britânica de Agentes de Viagem.

Aqueles que, apesar de tudo, decidiram sair, optaram pelas ilhas da Espanha e Grécia, assim como os franceses, dos quais mais 450.000 foram para a Grécia.

"A particularidade deste verão é que havia poucos destinos abertos", explicou à AFP Ana Domenech, diretor para a França do site de reservas lastminute.com.

A França também viveu "um belo verão", disse à AFP Sebastien Manceau, especialista de turismo na consultora Roland Berger.

Isto ocorreu principalmente graças aos próprios franceses: cerca de 37 milhões tiraram férias este verão e 85% deles permaneceram no país, segundo o secretário e Estado encarregado do Turismo, Jean-Baptiste Lemoyne.

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