O verão de 2016 em Espanha foi atípico, registando números recordes de visitantes muito devido aos atentados terroristas, que fizeram com que os turistas escolhessem outros países em vez de destinos como a Turquia.

No entanto, José Luis Zoreda, vice-presidente executivo da Exceltur, afirmou que "será difícil repetir o mesmo cenário no próximo ano".

As condições económicas dos últimos meses - como a baixa nas taxas de juro, preço do petróleo, dificuldades geopolíticas de alguns países mediterrânicos - foram particularmente favoráveis para o segmento "praia e sol" nas regiões costeiras espanholas. "Mas esta é uma situação "bolha", muito incerta e volátil", disse a Exceltur.

Em 2016 é esperado um crescimento de 4,4% do turismo em Espanha contra a previsão de 3,2%, o que representa o maior aumento nos últimos 15 anos. Mas a Exceltur já está a observar um "arrefecimento" do otimismo nos negócios para o último trimestre do ano. Os profissionais estão preocupados com o declínio geral dos gastos dos turistas que se tem vindo a observar desde o início do ano (entre -2 e -6, dependendo do mês), devido às estadias mais curtas. No entanto, este declínio foi atenuado durante o verão com a chegada maciça de turistas que fizeram férias organizadas e que tradicionalmente gastam mais durante este período.

A Exceltur também prevê uma saturação em Barcelona e nas Ilhas Baleares devido quase que exclusivamente ao aumento do aluguer de apartamentos turísticos, como Airbnb.

A Espanha registou nos primeiros oito meses do ano mais 10% de turistas em relação a 2015.

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